quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DESVIO DE ROTA


Sexta-feira, bolso forrado pelo salário recém obtido, despista os companheiros do chope no final da tarde, um programa diferente, na rua seu olhar naquela mulher despercebida entre a multidão, mesmo ela correspondendo prossegue no seu rumo, na dúvida retrocede no caminho andado, novamente visível a seus olhos a segue discreto à distância, volta e meia dá uma paradinha e confere sua aparência no reflexo das vitrinas, acintura o abdômen, ergue a calça quase caída e coloca por dentro a camisa solta, contém a rebelião dos cabelos sobreviventes, as mãos espalmadas e umedecidas por cuspidinha providencial, aquela sillhueta some da sua vista mas logo ali bem ao seu alcance ela se volta olhando para trás e sorrindo amistosa, reconhece a cor marrom-alaranjado do pacote que ela leva junto do peito, se reanima de um só fôlego, apressa seu passo e a deixa para trás a uma prudente distância, entretanto fica no aguardo de sua passagem na esquina mais adiante, ela chega naquele ponto de espera, discreta o saúda, ele nem consegue mexer o queixo caído sem reflexo suficiente para o gesto involuntário de esconder com a mão sua boca escancarada, assim ela cruza de relance em condições dele se recompor e sair daquele estado de catalepsia, ela dobra naquela esquina e ele retoma o caminho, ali perto uma fila de pessoas aguarda embarque numa condução para o bairro, ela em último lugar, ele chega de mansinho, passos curtos e cruzados, ombros caídos para diante, braços gingando, algo lhe sussura, voz anasalada quase fanhosa, ela se assusta, no contra-golpe um joelhaço nos testículos, depois entra na camionete e ele se encolhe do lado de fora, a máquina arranca.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Patrimonio Cultural de la Humanidad

RIELES Y PIEDRAS
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Qué me importa si estoy con usted a bailar,
Aunque usted me pida el amor que niego,
Que yo no quisiera que le diera.
*******
Si me siento superior,
Solo quiero sacarle este seiva
Que bate en sus venas.
*******
No voy a concederle
Mi existencia por todo siempre.
*******
Ese es mi precio
Para que usted no me convierta en esclavo
De su voluntad, de sus caprichos.
*******
No, no voy a concederle
Nada más que la indiferencia
Aún que tenga de lastimarle,
Tenga de olvidarle...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Epa, que faz esta foto por aqui?

Lá pelos idos de 1956, morava eu na Rua Demétrio Ribeiro, número 449, em P.Alegre. Na ocasião ali existia uma casa de dois pisos, um deles no subsolo, com duas janelas grandes, sob as quais havia pequenas aberturas para ventilação e iluminação do pavimento inferior, e uma porta que dava para o hall de entrada, onde uma escada subia para o piso superior e a outra descia para o porão habitável, alugado por Dona Alzina Monteiro. Ela residia no local com seu filho Edar e costumava sublocar os dois beliches de um dos quartos para os conterrâneos de Jaguarão. Desta forma, passei a dividir aquelas dependências com os companheiros Mário Teixeira de Mello, Newton Monteiro e José Martins de Souza Netto, transformando-as num autêntico consulado da terra natal. O Edar Monteiro era funcionário da Bolsa de Valores do Rio Grande do Sul e jogava as suas peladas de fim de semana no Antodel, capitaneado pelo corretor Antonio Delapieve, o dono do time. Já os demais companheiros de quarto também batalhavam fora o dia todo para ter a sua própria renda e eram dados a correr atrás de uma bolinha sempre que surgia alguma oportunidade. E eu passava, na parte da manhã, em casa estudando ou, à tarde, no Colégio Estadual Júlio Castilhos assistindo aulas do curso científico. Era, pois, de outro departamento e, inveterado perna de pau, só podia ser escalado nessa seleção ou como roupeiro ou como massagista.
Assim é que nesse ambiente, certo dia, apareceram na nossa república o Gessy, ponta de lança, e o Onete, goleiro, ambos atletas do Grêmio, aguardando a hora do encontro na pracinha do Alto Bronze com as namoradinhas que tinham por lá. Enquanto isso o jaguarense Onete, que tinha sido meu colega no curso primário, nos relatava aquela famosa revanche com o Santos, depois de perder o amistoso com o tricolor por 3x2. E ele mostrava-se assombrado com o que vira do banco de reservas, aquela máquina infernal do ataque alvinegro com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Edu & Cia. Vinte minutos de jogo com o escore de 3x0 e o Grêmio levando aquele baile, diz ele que não conseguia ouvir o treinador Foguinho mandando por três vezes seguidas ele substituir o argentino Germinaro até que, conseguindo despertar daquela letargia, foi para debaixo dos paus só para levar mais dois golinhos no restante da partida.
Clique na fotografia para ver os detalhes em tamanho maior.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma fenix ganhando às alturas

Acreditamos que o talento seja uma maldição, pois diariamente presenciamos a batalha inglória daqueles que optam por realizar as suas potencialidades latentes, sacrificando a própria sobrevivência.
É bem verdade que alguns são bafejados pela sorte de serem descobertos em meio a uma diversidade de competências escondidas sobre o manto das generalizações.
Assim, interpretamos a consagração nacional de expoentes da nossa cultura, tais como Érico Veríssimo e Lupicínio Rodrigues, sem dúvida alguma detentores de indiscutíveis méritos, porém, sobrepondo-se a outros tantos que nada ficariam a dever-lhes caso tivessem a seu dispor uma divulgação mais eficaz.
O saudoso Jorge Costa, autor e intérprete de músicas de grande sucesso na sua época, como é o caso de Triste Madrugada, dizia-nos que o seu grande problema era o de morar no lugar errado – São Paulo – o que lhe acarretava deslocar-se ao Rio de Janeiro e esperar vários dias para encontrar Beth Carvalho, então fazendo temporada de shows pelo Brasil afora, obrigando-o a voltar sem conseguir o seu intento por não dispor dos recursos necessários.
Aqui em Porto Alegre, podemos citar o caso de Adylson Rodrigueiro, que vem fazendo um esforço sobre-humano para impor-se na sua carreira de poeta, compositor, músico e intérprete, e investindo além de suas posses para alcançar o seu objetivo.
Com o apoio do FUMPROARTE, já conseguiu editar o livro e CD – O Tecelão de Fantasias (1998) – onde apresenta composições próprias.
Na sala Álvaro Moreyra, do Centro Municipal de Cultura, apresentou o espetáculo Consciências, que teve a participação do grupo Entre Cordas e Acordes, com Chico Pedroso (cavaquinho), Guaracy Gomes (bandolim), Luiz Palmeira (violão 7 cordas) e Valtinho (pandeiro), bem como da cantora Marília Benites e mais o grupo Tribo da Vila constituído pela percussão de Álvaro, vocais de Daniela e violão, contrabaixo e vocais de Jerônimo Rodrigues, seu filho.
Em 2005, lançou a sua coletânea de MPB composta em Porto Alegre, intitulada Enxuga Teu Pranto, com a colaboração dos instrumentistas Marco Farias, Chico Pedroso, Silfarnei Alves, Fábio 7cordas, Valtinho, Marcelo da Cuíca e Paulo Goia – além dos discos temáticos Amantes e Pecadores (românticas) e Terapia de Malandro É Conversa de Botequim (sambas).
A sua obra pode ser considerada performática, poética e romântica, alegre e brejeira, com toques de crítica social, valendo-se de violão e voz - regional brasileiro (violões, cavaquinho, bandolim e percussões) – piano e voz – ou então quinteto (teclados, baixo, bateria, violão/guitarra e sopros, conforme o formato temático e rítmico.
VALE A PENA CONFERIR!
DUAS MÚSICAS DO NOVO CD DE ADILSON RODRIGUEIRO! SHOW DIA 29.OUT. QUINTA-FEIRA 20h
ALTOS DO MERCADO PÚBLICO - CENTRO - POA - RS
CLIQUE ABAIXO URL do MySpace:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO ( VI )

Em SPFCpedia, encontramos a galeria dos 100 Jogadores Mais Importantes do São Paulo Futebol Clube, dos quais apenas constam oito goleiros, a saber: Gilmar, King, Mário, Poy, Rogério Ceni, Sérgio, Valdir Peres e Zetti. Considerando que poderiam ser formadas nove equipes de 11 jogadores com o total de atletas figurantes dessa mostra histórica, deduzimos que se teria de improvisar mais um goleiro entre outros não especialistas da posição. Desse modo, demonstra-se cabalmente a importância do nosso conterrâneo Mário Oliveira como baluarte da agremiação são-paulina.
É bem verdade que atualmente Rogério Ceni, sem sombra de dúvida, representa o jogador símbolo do tricolor do Morumbi, sob o peso de mais de 700 jogos disputados em 19 anos de carreira, e ainda permanece fresca a lembrança de Zetti e Valdir Peres, de grande e inegável experiência no cenário internacional. Porém, a poeira do tempo vai jogando no ostracismo a recordação daqueles que marcaram a sua época.
Permitimo-nos, portanto, percorrer aquela galeria para escolher alguns de seus integrantes que atuaram em outras posições no quadro do São Paulo F.C. e ai desfilam nomes como Bauer, Friaça, Leônidas, Mauro, Noronha, Ponce de Leon, Remo, Rui, Teixeirinha, Alfredo Ramos, Maurinho, Pé-de-Valsa e Poy, quer dizer, todos eles contemporâneos e companheiros do Mário na época em que defendia as cores do tricolor paulistano. Um verdadeiro time dos sonhos que conquistou o bicampeonato paulista em 1949, comandado pelo renomado treinador Vicente Feola, constituindo-se em autêntica inspiração para muitos disputantes do futebol de botão daquele tempo.
Recomendo a todos jaguarenses e simpatizantes da nossa terra para que acessem o link http://www.blogdozanquetta.com/?p=4204 a fim de darem uma força a esse injustiçado conterrâneo na votação que ali se processa para apontar o melhor goleiro da história do São Paulo e que se consagre Mário Oliveira com destaque mais expressivo nesse pleito. Afinal, ele continua sendo um dos nossos mais lídimos orgulhos.

domingo, 18 de outubro de 2009

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO ( V )

Passando a palavra a Alberto de Oliveira, ele nos revela que Dª. Clori, com quem Mário se casou em Pelotas, é que lhe ensinou a desenhar o próprio nome – assim pelo menos dava seus autógrafos – pois era analfabeto e permaneceria nessa condição até o fim de sua vida, aos 74 anos, em 1998, quando veio a falecer. Essa senhora foi a companheira fiel e grande motivadora para que Mário superasse os percalços que surgiriam após a sua saída do São Paulo devido a desavenças com Leônidas da Silva, quando este passou a técnico e mais tarde dirigente dessa agremiação. Assim, o nosso conterrâneo viu-se forçado a peregrinar por vários clubes do interior paulista, entre eles o Comercial de Ribeirão Preto. Logo depois se vê obrigado a parar, quando sofre uma lesão que quase lhe custa a amputação da perna direita, não fosse o empenho e a persistência de salvá-la a qualquer custo da abnegada Dª. Clori.
Em 1970, Alberto Oliveira vai visitá-lo em São Paulo e encontra-o trabalhando de porteiro no Juventus, da Rua Javari, muito benquisto no bairro e sempre lembrado em todas as festas do São Paulo. Pouco tempo depois falece, aos 93 anos, a mãe de Mário, Dª. Idalina Barbosa de Oliveira, que morava em Porto Alegre junto com seu irmão mais velho, Joaquim Dionísio Oliveira, o qual cuidou dela durante toda sua vida. Assim que Mário aposentou-se no Juventus e como pagava aluguel em São Paulo, Alberto insistiu junto a ele para que viesse residir com aquele seu irmão. Sugestão acatada, com a esposa Dª. Clori e a filha Carmen Sílvia, logo se muda para a nossa Capital, enquanto a outra filha Carmen Lúcia, casada, permanece em São Paulo.
E assim foram surgindo as primeiras pistas para a ampliação dessa nossa pesquisa. Alberto Oliveira indica-nos o período entre 1948 e 1953 como o tempo em que Mário atuou naquele clube paulistano. Dessa forma, temos facilitado o nosso trabalho de acesso na Internet, onde descobrimos, através da SPFCpedia – Equipes Postadas Ano a Ano, fotos com as diferentes formações da equipe são-paulina nessa época, sendo Mário o titular da meta tricolor.

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO ( IV )

Em competição válida pelo Campeonato Paulista de Futebol da Segunda Divisão, aconteceu em 19 de dezembro de 1954, no Estádio Luis Pereira (Vila Tibério) de Ribeirão Preto, o primeiro clássico Come-Fogo da fase profissional.
A contenda que terminou empatada em 1x1, com golos de Américo (B) e Mairiporã (C), teve arbitragem de João Batista Laurito. As equipes entraram em campo com as seguintes escalações:
Comercial F.C.: Mário, Toninho e Sula, Assunção, Bié e Laércio, Sigilo, Ademar, Mairiporã, Maneca e Clive;
Botafogo F.C.: Enio, Mexicano e Kelé, Diógenes, Oscar e Nascimento, Dorival, Neco, Ponce, Américo e Fernando.

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO (III)

1948 - São Paulo F.C. (Campeão Paulista): ********** Mário, Savério e Mauro, Rui, Bauer e Noronha, China, Ponce de León, Leônidas, Remo e Teixeirinha.
O São Paulo sagrou-se bicampeão paulista em 1949, ao derrotar o Santos, no Pacaembu, por 3x1. O jogo ocorreu no dia 20 de novembro e o árbitro era Godfrey Sunderland. Os golos foram marcados por Teixeirinha aos 25 minutos; Friaça aos 31 minutos do 1º. tempo e aos 19 minutos do 2º. tempo; e Alemãozinho aos 44 minutos do 2º. tempo. O tricolor formou com: Mário; Savério e Mauro; Rui, Bauer e Noronha; Friaça, Ponce de León, Leônidas, Remo e Teixeirinha; tec. Vicente Feola. O Santos jogou assim: Chiquinho; Charreta e Dinho; Nenê, Pascoal e Alfredo; Alemãozinho, Antoninho, Juvenal, Odair e Pinhegas; tec. Oswaldo Brandão. (in Planeta Tricolor, Anos 40).
1950 - São Paulo F.C. (Vice-Campeão Paulista): ***** Mário, Savério e Mauro, Rui, Bauer e Jacob, Friaça, Ponce de León, Leônidas, Leopoldo e Teixeirinha.
1952 - São Paulo F.C. (Vice-Campeão Paulista): ***** Mário, Turcão e Mauro, Pé-de-Valsa, Bauer e Alfredo, Alcino, Bibe, Albella, Leopoldo e Maurinho.

sábado, 17 de outubro de 2009

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO ( II )

No dia 18 de novembro de 1945, o Internacional, jogando no Estádio da Timbaúva, em Porto Alegre, venceu o Pelotas por 3 x l, marcando Carlitos e Tesourinha (2) para o colorado e Pepito para o auri-cerúleo. Com público de 8500 pessoas e arbitragem de Paulo Cortelari, as equipes alinharam da seguinte forma:
S.C. Internacional - Ivo, Nena e Alfeu, Viana, Ávila e Abigail, Tesourinha, Rui Motorzinho, Adãozinho, Elizeu e Carlitos;
E.C. Pelotas - Mário, Vaz e Demi, Rui, Laerte e Geraldo, Calvete, Amaral, Ápis, Fierro e Pepito.
Assim, o S.C. Internacional, que já havia ganhado no jogo de ida (15/11) em Pelotas por 4x2 sagrou-se então Hexacampeão Gaúcho de Futebol, ficando o E.C. Pelotas com os títuloz de Vice-Campeão Gaúcho e Campeão do Interior nesse ano.

sábado, 10 de outubro de 2009

TRAJETÓRIA DE UM ASTRO ( I )

Coloco no Google – Mário goleiro do São Paulo – e me aparece um comentário, assinado por Alberto Oliveira, sobre o texto Goleiros de São Paulo, de Luizinho Trocate, inserido na página São Paulo Minha Cidade: “Pois é, tu falaste em quase todos goleiros do são paulo, faltou o mário, início da década de 50! não por que fosse meu tio, foi melhor do que muitos, e o poy era reserva dele... Jogou no time dos grandes da época...e o arrogante do leônidas, virou tecnico e "queimou" o cara...Abraços”.(sic).
Com o endereço eletrônico de Alberto Oliveira, apresento ao mesmo a minha disposição de pesquisar sobre a carreira do conterrâneo Mário Patão, como era conhecido em sua terra natal, que se consagrou defendendo a meta do São Paulo Futebol Clube, da capital paulista. Anteriormente, já tinha ficado sabendo da dificuldade do pesquisador de Jaguarão, José Nunes Orcelli, autor do livro Os 103 Anos do Futebol Jaguarense, em recolher dados acerca desse grande goleiro, de vez que na cidade quase nada se sabia da sua história.
Através desse sobrinho, ficamos sabendo que o irmão mais velho de Mário, Joaquim Dionísio, chegou a servir no Exército quando moço, perseguindo a coluna Prestes até a fronteira com a Bolívia, enquanto isso em Jaguarão a mãe viúva, Dª. Idalina Barbosa Oliveira, cuidava dos filhos menores, João da Cruz (pai de Alberto) e Mário, e sempre buscava o rancho – direito adquirido como genitora de militar em combate – que lhe era fornecido pelo Regimento local.
De nossa parte, contatando gente contemporânea que chegou a conhecer esse grande goleiro que figura na galeria dos 100 jogadores mais importantes da agremiação são-paulina, conseguimos precariamente registrar a sua trajetória na história do nosso esporte. Valemo-nos, pois, de importantes depoimentos de Alcides Carlos Moraes, arqueiro da seleção gaúcha de futebol em 1941, hoje com 93 anos e residindo no Rio de Janeiro; de Edu Pucurull, um dos veteranos fundadores do Mauá F.C., de Jaguarão, e de Luiz Carlos Vergara Marques, jaguarense e ex-narrador de turfe em nossa Capital.
Alcides Carlos Moraes, que também atuou no E.C.Pelotas, falou-nos que Mário, recém saído do Jaguarão F.C., foi o seu sucessor na meta auri-cerúlea em 1942, quando dependurou as chuteiras para assumir o seu cargo na Mesa de Rendas do Estado. Edu Pucurull lembrava-se de Patão treinando no Mauá no ataque sem grandes brilhos e que num recreativo colocaram-no debaixo das traves, quando então se revelou, apesar de não assumir a titularidade, cujo dono da posição era Oscar Emygdio Garcia, o craque Oscarzinho. Vergara Marques refere-se ao servente de pedreiro Mário trabalhando na casa do seu pai.
Dessa forma, retratamos inicialmente a passagem desse grande astro do futebol nacional pelos gramados do Rio Grande. O nosso falado Patão (calçava 44) iniciou a sua carreira aos 16 anos de idade, lá pelos idos de 1940, treinando no Mauá F.C., logo após se integrando no quadro do Jaguarão F.C.; daí transferindo-se para o Esporte Clube Pelotas, da cidade do mesmo nome, onde formou no trio final Mário, Catalã e Betinho Conceição. Já em 1947, emissários do São Paulo Futebol Clube foram buscá-lo para assinar contrato.
A seguir, contaremos como Alberto Oliveira, sobrinho de Mário. vem de nos desvendar a trajetória desse astro até chegar ao tricolor paulistano.