domingo, 26 de setembro de 2010

Vamos mostrar a nossa indignação: ******** PETIÇÃO AERUS - VARIG

REPASSANDO... Oi gente, vamos colaborar! Repassem.
Assine (eletronicamente) a Petição que será encaminhada aos ministros do STF - Supremo Tribunal Federal. Por favor, engrosse o grito. Precisamos da força de todos nós para tentar reverter esta covardia que todos nós, ex-funcionários da VARIG, estão sofrendo. Seus familiares e amigos também serão muito bem-vindos. Se precisar de um incentivo, dê uma olhada em quem já assinou e verá centenas de colegas conhecidos.
Precisamos de 10 mil assinaturas.
Para assinar são precisos apenas três passos: Colocar seu nome, seu e-mail (não será divulgado se não quiser) e clicar no botão. O site é seguro e não há risco para você:
Agradeço a atenção, Suzana

sábado, 18 de setembro de 2010

PRÊMIO BLOG DE OURO

Recebemos da escritora Jacqueline Aisenman, através do site Coracional – Genebra/Suíça, o selo que muito nos honra e, por tal motivo, agradecemos a sua gentil lembrança.
Como todo selo, este traz a seguinte recomendação:
O Prêmio Blog de Ouro pede então que se indique 10 blogs ou sites para que a corrente de gentilezas passe adiante.
De nossa parte, resolvemos destacar aqueles que nos tem prestigiado, a saber:
01. Comece lendo quem me indicou http://www.coracional.com/
02. Passe adiante e visite http://artedeluizmauro.blogspot.com/
03. Para quem gosta do ritmo http://cantoverso.blogspot.com/
05. Importante presença http://www.edemarannuseck.blogspot.com/
06. O mago da linguagem http://frozzano.blogspot.com/
07. O poetinha da terra natal http://martimcesar.blogspot.com/
10. Onde nos encontramos sempre http://www.varaldobrasil.ch/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Blogueiros em alerta: *** 3 meses para achar um doador compatível!

Transcrevemos na íntegra o seguinte comunicado da professora Lúcia Cuervo:
Amigos, estou passando a informação que
na sexta feira próxima, dia 10 de setembro
no FÓRUM CENTRAL de Porto Alegre,
das 9 s 12 hs e das 13 as 16 hs
haverá coleta de sangue feita pelo Hemocentro
para cadastramento de possíveis doadores de medula.
Por favor divulguem para o maior número de pessoas,
pois estamos correndo contra o tempo.
Abraços a todos, Lúcia e Mariana.
***********
Uma ÓTIMA notícia sobre a campanha...
Segundo informações do banco de cadastro de Medula
do Hosp. Dom Vicente Scherer...
o número de coletas era de 10 por dia
e desde o início da campanha
esse número não baixa de 50 POR DIA!
Graças a ajuda de todos vcs! Obr! about 14 hours ago via web
**********

Boa noite meu amigo. Acesse o link abaixo onde estão as novidades do tratamento da Mari. Abração, Lúcia http://twitter.com/statuses/user_timeline/184067726.rss

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Na fila à espera de um transplante

Transcrevemos a seguir mensagem recebida pelo amigo Guilherme Braga da nossa professora de informática Lúcia Cuervo, sem maiores comentários:
"Querido amigo, obrigada por responder. Além de preçes para que os amigos espirituais dêem consolo a essa família, infelizmente nada mais podemos fazer.
Por favor, acesse o link abaixo se quiser se inteirar desta campanha que tanto o marido da Mariana como o pai dela (meu irmão) estão fazendo.
E incrível a solidariedade do nosso povo! Hoje a tarde, um parente nosso (juiz) foi ao hospital para fazer o teste de compatibilidade e desatou a chorar ali mesmo, emocionado ao se deparar com uma fila enorme de pessoas - algumas muito humildes, outras nem tanto, todas elas dizendo à enfermeira, que ali estavam para fazer o teste para a "guriazinha advogada".
A Mariana disse hoje ao pai dela que entendeu agora porque as irmãs não eram compatíveis com ela. Disse ela:- " Se as gurias fossem compatíveis comigo, faríamos o transplante e pronto. Mas pai, acho que Deus assim determinou ( a incompatibilidade das irmãs) para que essa campanha que tu e o Thiago estão fazendo alcançasse tantas outras pessoas que estão na fila a espera de um transplante".
E importante salientar que os testes que estão sendo feitos NÃO SÃO DIRECIONADOS apenas para a Mariana. As pessoas estão sendo cadastradas no Cadastro Nacional de Doadores de Medula".
Vale muito a pena acessar o link

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Para Não Esquecer Edu da Gaita

O monstro sagrado Glênio Reis, querido patrono desse blogue, manda pautar uma matéria sobre um ilustre conterrâneo e glória da nossa MPB: Edu da Gaita. Este celebre instrumentista, nascido em Jaguarão a 13 de outubro de 1916, recebeu na pia batismal o nome de Eduardo Nadruz. Apresentado em 1934 a César Ladeira, da Rádio Mayrink Veiga/Rio de Janeiro, este lhe propôs o nome artístico pelo qual é conhecido até hoje, por ser anti-radiofônico o de nascimento. Contratou-o na ocasião para fazer o prefixo de um novo programa, cujo tema escolhido foi o de “O Gordo e O Magro”.
Aos 10 anos, família radicada em Pelotas, arrebata um concurso promovido pela fábrica de gaitas Hohner, onde participaram cerca de 300 alunos dos colégios Gonzaga e Pelotense, sendo premiado com 200 mil réis. Dos 15 finalistas que realizaram o espetáculo no Teatro Guarani, Edu foi o último a se apresentar, quando então se consagrou praticamente com uma gran finale de trechos de ópera, começando com a Tosca, seguindo-se Fausto, Rigoleto, Madame Butterfly, La Traviata, Cavalaria Rusticana e arrematando com a protofonia de O Guarani para delírio do público.
Com a crise em seus negócios, Aref, o pai de Edu, viu-se forçado a encaminhá-lo em 1933 para São Paulo a fim de conseguir emprego e ajudar nas despesas da família. Com o capital de 300 mil réis desembarcou primeiramente em Santos e depois se dirigindo a São Paulo, na famosa rua 25 de março, reduto da colônia árabe paulistana, onde teve de encarar o clima de animosidade contra os gaúchos desde a revolução de 32. Tantas dificuldades e sem recursos para seu sustento, Edu teve de abandonar a pensão onde morava, perambulando em pânico e sem destino pelas ruas centrais de São Paulo.
Nessa caminhada, acontece de avistar dois mendigos, um deles tocando gaita enquanto o outro arrecadava as esmolas dos passantes. Dá-se um estalo na cabeça dele que logo acorre à tradicional casa Manon, situada ali perto, e pergunta ao gerente se tem gaita para vender. Este lhe diz que não consegue negociar um estoque antigo. Sem vacilar, Edu faz uma proposta e acerta uma comissão de 30% caso vendesse as mesmas. E ele escolhe uma das gaitas entre as duas dúzias encalhadas e começa a tocar na porta da loja, iniciando a sua carreira de músico ambulante. Em duas horas, liquida a fatura.
Em 1937, é convidado a participar de espetáculo no cassino Copacabana, porém, teve de apresentar carteira profissional e para isso providenciou o encaminhamento no Ministério do Trabalho, cuja burocracia não define a sua profissão, terminando por lhe enquadrar como músico “excêntrico”. Daí em diante, passou a viver uma estranha dicotomia em que era considerado um “popular atrevido” para a área erudita e, ao contrário, “erudito” na área popular.
No Brasil, a harmônica de boca não possuía cátedra, razão pela qual nosso personagem tanto se empenhou em vida por elevá-la ao seu justo patamar, atingido com a sua pioneira execução do Moto Perpétuo, de Paganini (http://www.youtube.com/watch?v=KrriLcEPiOk). Tanta dedicação só poderia resultar mesmo num prêmio inesperado, quando a 22 de novembro de 1958 se viu coroado de sucesso com sua execução acompanhado pela Orquestra Sinfônica Brasileira , em primeira audição mundial, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, do “Concerto para Harmônica e Orquestra de Câmera”, de Radamés Gnattali, sob a regência do autor.
Ressalte-se o grande amor pela sua pátria que jamais pensou deixá-la, apesar dos conselhos dos amigos e das inúmeras oportunidades conquistadas no exterior. Preferiu ficar aqui, esquecido e pobre, conforme veio a falecer em 23 de agosto de 1982.

sábado, 14 de agosto de 2010

UMA MADRUGADA DAQUELAS

O elevador demora. Ela se impacienta. Corre de um lado para outro. Sobe e desce as escadas do prédio. No corredor de entrada, acelera e desacelera a moto. Uma Yamaha 1100 cilindradas. Presente do pai fazendeiro no Mato Grosso. Logo ela sai para a rua. Freadas e desviadas bruscas. Cortadas de frente e cavalos-de-pau. Jaquetão preto de couro, calça de brim desbotado, fita vermelha na testa, cabelos longos se enroscando ao vento, ela desafia os passantes soltando as mãos do guidom, braços rasgando o ar, aos guinchos como no caratê.
Ela providencia assim todos os detalhes de um ambicioso projeto: produzir um vídeo clip do ensaio da sua banda de rock no JK onde mora. O namorado arranja as três rodinhas para adaptar numa banqueta alta, nesse tripé deve colocar a câmera de vídeo. Persistente, ela consegue ensinar ao namorado o manuseio da filmadora e se libera para tocar o seu contrabaixo. Ao anoitecer, cessa toda essa movimentação. Algumas horas de calmaria. Além da entrada do namorado no elevador mais cedo que o normal, o porteiro nada constata. Porém, passada a meia-noite, começa a notar um trânsito incomum de gente, carregando caixas dos mais diversos tamanhos e formatos.
Em estreitos limites, ela faz de tudo para racionalizar o espaço. No banheiro, almofadas, se amontoam em cima do vaso sanitário. Roupas, cobertas, toalhas, fogão, panelas, colchonete e outras miudezas estão atulhadas no box. Para o namorado dispor do máximo de movimento livre para as filmagens. As últimas instruções são dadas, ela testa a calma do corredor. Então se volta para dentro: “Vamos lá, pessoal!”
Ela faz gemer as cordas do contrabaixo, agita os quadris jogando as pernas como potra selvagem. A turma não fica para trás, aquece o mais que pode o ritmo ensurdecedor. A princípio, o namorado tenta focalizar as evoluções dela. Mas com o passar do tempo, ele se perde de tal forma que acaba estatelado no banheiro, a câmera voando por cima das panelas. O tripé da banqueta enfiado na cabeça, ele berra. Os metaleiros se assanham ainda mais. Uma madrugada daquelas, o porteiro roncando atrás do balcão, ninguém no Edifício que se animasse a dar um basta.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

AS FLORAIS DE DONA MARTA

Eu também já pedi para publicar uma das crônicas de Marta Medeiros num Jornalzinho. Até concordo: ela é bárbara, escreve bem paca.
Necessita de adivinhação, pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
A distinta vai enfileirando as palavras e, de repente, como num passe de mágica, deixa-nos encantados na fumaça desse caldeirão.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Viram só que receita a feiticeira vai compondo com o seu sopão literário.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible do trabalho.
A fórmula é completa, não tem como errar.
Não tem namorado quem não sabe o valor... de ânsia enorme de viajar para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico, bugre, foguete interplanetário ou carrossel de parque suburbano.
Nem mesmo Ana Maria Braga conseguiria guardar tantos ingredientes em sua televisiva cozinha.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e vai com ela ao parque, fliperama, beira d’água, show de Milton Nascimento, bosque enluarado, rua de sonho ou soltar pipa e passarinho de gaiola.
Abre a bolsa e larga tudo o que tem dentro, em cima da mesa, parece até bolso de moleque.
...ponha a saia mais leve, aquela de renda de harpa e passeie de mãos dadas com o ar.
Não é moleza produzir em série tanta beleza.
Enfeite-se com as margaridas e escove a alma com leves fricções de esperança.
Daí a gente sai mais atrapalhado do que quando termina de ler um livro de auto-ajuda.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
E a caixa registradora vai tilintando, tilintando...
Acorde com o gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo da sua janela.
Nunca que Madame Dilly conseguiria arrancar tantos suspiros das moiçolas.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Você já leu a sua MM hoje?
Ande como se o som soasse a flauta e do céu baixasse uma nuvem de borboletas, cobertas de frases sutis e palavras de galantearia.
Tanto romantismo que, se a velha Bibiana escutasse, na certa era bem capaz de largar mais uma daquelas famosas tiradas:
Aperue-se, mia fia, aperue-se!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Massageando o ego da nossa gente

Na quarta-feira, dia 21/07/2010, às 19 horas, na jaguarense Casa de Cultura, aconteceu o lançamento da coletânea “Olhares sobre Jaguarão”, organizada pelos escritores Eduardo Álvares de Souza Soares e Sérgio da Costa Franco. Na ocasião, fizeram-se ouvir, além de Souza Soares, as palavras da vereadora Thiara Gimenez Oliveira, atual presidente da Câmara Municipal daquela cidade, ressaltando a importância para a cultura local dos depoimentos inseridos naquela obra.
Apesar da impossibilidade de comparecimento do conterrâneo radicado em Porto Alegre, Costa Franco, foi muito concorrida a sessão de autógrafos com o outro organizador Eduardo Álvares Souza Soares, que se desdobrou incansavelmente para atender a extensa fila de pessoas procurando registrar dedicatória na obra distribuída gratuitamente a todos que se fizeram presentes na cerimônia.
Composta de duas partes, a primeira intitulada “O Olhar dos Forasteiros” trata da passagem de ilustres viajantes por Jaguarão, enquanto a segunda “O Olhar dos Conterrâneos” diz respeito às impressões de nascidos naquela localidade ou que lá estiveram radicados há algum tempo. Nas páginas desse livro, desfilam nomes conhecidíssimos como Gastão de Orléans (Conde D’Eu). Canto e Mello, Rachel de Queiroz, Carlos Raphael Guimaraens, Lothar Hessel, Barbosa Lessa, Luiz e Pedro Vergara, Carlos Barbosa Gonçalves, Pedro Leite Villas Boas e outros tantos.
Há tempos, Souza Soares me solicitou para que descobrisse uma crônica publicada na Última Página da revista O Cruzeiro, então redigida pela escritora Rachel de Queiroz, na qual externava seus encantos por Jaguarão na “Viagem de Volta” da Argentina. Primeiramente, andei navegando pela Internet e cheguei a encontrar algumas edições digitalizadas daquele semanário, porém, em nenhuma delas aparecia esse escrito.
Já tinha até desistido dessa busca, quando decidi contatar Sérgio da Costa Franco que me deu a sugestão de procurar na coleção existente no Museu Hipólito José da Costa. Inclusive situando a época do presidente Perón, com o peso baixo causando grande afluxo de turistas brasileiros àquela república do Prata. Comecei folheando, trimestre a trimestre, de trás para diante, a partir de 1953, até que me deparei com a data de 12/07/1952. Por fim apareceu a margarida e só foi o trabalho de copiar e mandar para o Eduardo que não prescindiria da mesma, de jeito nenhum, para concluir a coletânea.
Além disso, tive o grande prazer da acolhida por parte dos organizadores da coletânea de duas crônicas que me pareciam se encaixar perfeitamente no espírito da obra e que mereciam ser analisadas para publicação. Uma delas intitulada “Reminiscências”, manuscrita, chegou às minhas mãos ofertada pelo grande amigo Sheldon Neves e a outra “Jaguarão do Passado”, de autoria do velho companheiro das grandes noitadas Pedro Bartholomeu Ribeiro, chamou-me atenção quando da sua publicação original, em dezembro de 1978, comemorativa do 40º. Aniversário do jornal “A Folha”, pela riqueza dos fatos pitorescos relatados.
A idéia da Câmara de Vereadores de Jaguarão foi de patrocinar “Olhares sobre Jaguarão” para distribuição às bibliotecas e escolas, não obstante já se avente uma nova edição para venda ao público em geral, o que fazemos votos para que se concretize o mais breve possível, pois se trata de um excelente resgate para levantar a auto-estima dos conterrâneos, hoje tão orgulhosos pela repercussão da nossa urbe como modelo de patrimônio arquitetônico preservado.

sábado, 26 de junho de 2010

COMO SE VENDE UMA COMENDA

Chegava em casa após o expediente no trabalho e minha esposa Gislaine me dizia que me ligara uma pessoa querendo falar comigo, apenas se identificando pelo primeiro nome. Isso aconteceu, em 1997, duas ou três vezes e me deixou fazendo conta de cabeça para que pudesse dar o retorno ao telefonema. Até que um dia esse cidadão conseguiu entrar em contato comigo quando estava em casa e me pediu para receber um representante de uma entidade de funcionários executivos, da qual ele era diretor-presidente. Concordando com a solicitação, marquei esse encontro na repartição durante o horário do almoço.
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Na ocasião em que fui procurado, foi-me entregue um ofício assinado pelo presidente daquela congregação de executivos. Nessa correspondência, falava-se da ampliação do seu quadro social “abrangendo outros altos titulares do Estado e de repartições da União e dos Municípios gaúchos, assim como eminentes personalidades do setor do profissionalismo liberal, empresários (do Comércio, Indústria e Serviços), além de pessoas gradas”. Também me era comunicado que (sic) “em decorrência de especial indicação, resolveu destacar o seu Nome, para atribuir-lhe, por decisão da cúpula da Entidade, o título de sócio EMÉRITO COLABORADOR... Isto em reconhecimento ao desempenho profissional marcante de Vossa Senhoria junto à comunidade”...
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Confesso que, ao tomar conhecimento dos termos daquele ofício, senti o ego massageado, porém, mesmo assim tentei declinar da honraria por não me julgar merecedor da mesma, ao que o meu interlocutor replicou dizendo que eu não imaginava a minha relevância nos círculos dirigentes do Estado. Após, apresentou a amostra de um Certificado de Adesão – um quadro enorme - que me seria concedido em sessão solene daquela entidade. E que, para confirmar essa adesão, eu deveria pagar uma jóia de doze mil reais, a qual poderia ser parcelada em seis mensalidades.
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Espantado, argumentei que não tinha recursos para arcar com essa despesa, enfatizando o meu desinteresse pela proposta, não obstante os rogos do corretor que tinha sido orientado a não voltar sem a adesão do Souza. Sem alternativa, deixei a frustração a quem de direito. No dia seguinte, o Senhor Presidente me telefonou, querendo saber das razões dessa negativa. Respondi-lhe que não estava interessado e pronto. Mas como? Precisava ver a fúria com que esse Diretor reagiu a minha réplica, chegando a bater o telefone na minha cara. Eu, heim, um pobre e humilde marquês?
Foto L.A.Assis Brasil - Museu Episcopal Anna de Souza - Évora Fev/1993

sexta-feira, 11 de junho de 2010

TAÍ, VIU? AGORA DEU...

- Onde vais botar?
- Na frente.
- Não dá.
- Então atrás.
- Será que cabe?
- Sob medida.
- Cuidado para não arranhar.
- Assim estiradinha bem no comprido.
- E as pernas onde coloco?
- Passa por cima.
- Estou escorregando.
- Enfia o pé aqui.
- Assim me dá cãibra nas nádegas.
- Relaxa.
- Vai ficar aberta?
- Deixa que eu fecho por fora.
- Anda, entra duma vez.
- Calma, vou passar para o outro lado.
- Te manda logo que eu não agüento mais.
- Rapidinho, tu nem vais sentir.
- Mas vê se te apuras.
- Estou fazendo tudo para acabar logo.
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- Aiii... Parada brusca não vale.
- Taí, viu? Agora deu...
- Não precisavas exagerar.
- Já, já tiro para fora.
- Cuida para não esfolar.
- Imagina a gente de a pé por aí.
- Não tinha graça.
- De táxi é muito mais moleza...
- Toda vida!
- Para carregar uma geladeira.