quarta-feira, 4 de julho de 2012

Valoroso Pitangueiro desde criancinha!


Tendo em vista a brilhante reportagem fotográfica da Confraria dos Poetas de Jaguarão, permitimo-nos reproduzir aqui alguns flashes do lançamento de "Minha Fachada Predileta" na noite de 27 de junho último, no Clube Instrução e Recreio (antigo Voluntariosos Pitangueiros) podendo assim ser apreciado a intensa movimentação ocorrida durante este evento cultural.

http://confrariadospoetasdejaguarao.blogspot.com.br/2012/06/clube-instrucao-e-recreio-viveu-noite.html

De nossa parte, impossibilitados de retratar cada um dos convidados presentes naquela memorável noite em que predominou a camaradagem e confraternização, o que me permitiu rever velhos amigos e conhecidos, só me resta relacionar os importantes nomes que lá compareceram, a saber:


Daiane Araujo (Jornal Pampeano), Elisângela Costa Barcellos, Carlos Vilian Caetano, Rosali Calveti, Cleber Carvalho, Fernanda Cassel, Paulo Sérgio Cardoso Chader, Ana Maria Mattos da Cunha, Francisco Caraciollo da Cunha, Francisco Carlos Mattos da Cunha, José Irineu Garcia, Martin Cesar Gonçalves, Cristina Ferreira Lima, Ely Noda Lima, Nergipe Almeida Machado, Bráulio de Azevedo Machado, Carlos José Azevedo Machado, Luiz Inácio Azevedo Machado, Heriberto Machado, Érico Pacheco Machado, Vinicius Pacheco Machado, José Carlos Pólvora Machado, Antônio Carlos Rodrigues Marques, Luiz Carlos Dutra Monteiro, José Nunes Orcelli, Ana Lecy de Souza Pacheco, Vera Lúcia de Souza Pacheco, Jorge Luiz Neves Passos, Maria Fernanda Passos, João Carlos Hernandes Pedrosa, Danilo Pinto, Italo Pittella, Carmem Lúcia Neves Pólvora, José Alencar Porto, Quenia Lopez de Resem, Alcio Riccordi,Cátia Riccordi, Fabiana Riccordi, Tamara Riccordi, Cléa Rodalles, Cláudio Ely Rodrigues, Cláudio Rotta Rodrigues, Vanderléia da Silva, Carmem Lúcia Soares, Cláudio Acosta Xavier e Luiz Xavier.

A todos vocês gostaria de manifestar minha gratidão por mais esse apoio e estímulo recebidos, sem deixar de reconhecer todo empenho que me foi dispensado na divulgação desse acontecimento, através dos blogues Confraria dos Poetas de Jaguarão, Turismo em Jaguarão, Talentos Jaguarenses, Prosa Galponeira e Varal do Brasil.

sábado, 30 de junho de 2012

...NATA no aconchego do Bistrô (final)

O editor Rossyr Berny passa à minha mão Diploma de Honra ao Mérito pela publicação de Minha Fachada Predileta, através da Editora Alcance.

Todos apresentados com exceção de Alda Ferreira Gonçalves, esposa do Wenceslau, que aparece nesta última foto.

... Mais NATA no aconchego do Bistrô...


Como havia me referido na postagem anterior, sigo insistindo para apresentar a totalidade dos convidados presentes ao nosso memorável evento.











                 Paula Lopes e Jair Fernandes, nossos anjos protetores.
O "Imortal" Glênio Reis, ilustre amigo e grande incentivador.
Lucien Bittencourt Pires, velho parceiro e funcionário graduado do BRDE.












Jornalista Marcello Campos, da Rádio Guaíba, ilustre parceiro e colaborador.
O colega João Francisco Sattamini dando início a seu panegírico.
Presença obrigatória de Ibanez Vasco de Souza, presidente da Associação dos Funcionários Aposentados do BRDE.




Colega aposentado Alberto Leite de Castro Netto, um voraz leitor.
A bela Jô que ainda encanta seus colegas no BRDE.
E chega de panegíricos!!!


"La Mama" Gislaine e o "filhão" Gilberto Fagundes de Souza.
A incansável agregadora da colônia jaguarense Ana Maria Silva.
Alberto Markzak Oliveira e Átila Resem Hidalgo, "guardiães" da minha escolta.





A NATA NO ACONCHEGO DO BISTRÔ


Que me perdoem mais esta insistência, porém, faço questão de apresentar cada um dos convidados  que se fizeram presentes no Alho Poró Bistrô para o lançamento de "Minha Fachada Predileta".


Com o "Xerife" Alberto Oliveira, sobrinho do saudoso goleiro do São Paulo Futebol Clube, bicampeão paulista em 1948, nosso conterrâneo Mário.
Presença simpática de Kie Yamamoto, colega e diligente funcionária do BRDE.
Ao lado do conterrâneo João Pompílio Pólvora, gerente aposentado do Banco do Brasil.



Com o autor do prefácio de Minha Fachada Predita, escritor e médico cardiologista Blau Fabrício de Souza.
Secretária Executiva, Regina Nunes, da Associação dos Funcionários Aposentados do BRDE.
Liderança da colônia jaguarense em Porto Alegre, o companheiro Wenceslau Gonçalves.


Consagrado cantor e compositor Marco Aurélio Vasconcellos prestigiando o evento.
Comparecimento importante da Profª. Ellen Reis, tão bem representada pela sua querida família.
Um dos grandes cantores da Era de Ouro do Rádio, também inspirado compositor, meu velho amigo Guilherme Stone Braga.


Antigo colega e amigo Nadir José Damo, o mago das finanças do BRDE.
Outro dos antigos colegas Sérgio Roberto Corrêa Reggio, atualmente exercendo atividades na CEEE.
Grande amigo de Jaguarão, Coronel Floriano Gonçalves, esposo da minha colega de Ginásio Marília Chaves.


Esse não podia faltar - Carlos Alberto Machado Neves, funcionário aposentado do Banco do Brasil e meu contemporâneo no Ginásio.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

**** À GUISA DE POSFÁCIO ( II ) ****



A seguir, reproduzimos mensagem da escritora Maria de Fátima Barreto Michels, residente em Laguna-SC, recebida em 6 de maio último:

                   
Caro José Alberto:
           
Hoje reservei um tempo para ler Minha (aliás, a sua) Fachada Predileta.
           
Em primeiro lugar devo dizer que me surpreendi ao constar dentre os nomes a quem vc agradece. Surpresa porque não havia notado tal detalhe quando manuseei o livro pela primeira vez e lhe agradeço o mimo que me concede. Você tem algo peculiar que encanta, pois traz a seus leitores uma dose especial de humanidade gerando na gente aquele bem estar tão valioso.
             
Neste final de semana recebemos a visita da nossa filha. Isto por si só é uma alegria e juntos fomos ao casamento da amiga dela, filha de também amigos nossos. Há pouco ainda sentindo o clima de gente boa que vivenciamos na festa de ontem, achei que era hora de começar a deleitar-me com seu livro.
            
Coisas raras e boas e existem. O exemplo disso foi conhecer você e Clarice Villac. Esta poeta eu ainda não tive o prazer de ver pessoalmente, mas vocês são criaturas das mais queridas que andam por estas estradinhas do mundo onde a gente se cruza.
            
José Alberto, ainda lhe falarei deste seu livro, mas por enquanto quero dizer assim: É uma literatura para ser degustada em qualquer momento, abrindo-se qualquer página pois em todo parágrafo está a sua marca.  E a sua marca é nos dar a sensação de que se está numa conversa daquelas que amarram a gente. Cada parágrafo é como uma continuação daqueles papos que a gente nunca cansa de curtir! Leitura que traduz serenidade e têmpera de escritor que conhece o caminho.
            
Vai com cópia pra Clarice!
            
Abraço fraterno com alegria no coração.
            Fatima.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ESCREVER * FAZ * BEM * À * SAÚDE





Excepcionalmente, reproduzimos a seguir o sensato texto, assinado pela escritora Jacqueline Aisenman, numa das abas da capa da coletânea "Varal Antológico II", recentemente lançada em Salvador, Belo Horizonte e Brumadinho-MG:




E S C R E V A !

Não se preocupe com o pecado das letras e nem com a militar formação das frases. Escreva.

Não busque os olhos críticos, tente encontrar os corações. Esqueça os títulos e as graduações, lembre-se do sentimento puro dos que muitas vezes nem são letrados. Escreva.

Rime e brinque, crie, desconstrua, invente, seja poesia e faça poemas de vida. Escreva.

Conte o seu dia, o momento do amigo, a saudade do pai. Escreva.

Crie personagens, dê-lhes vida, conte histórias. Escreva.

Mostre. O perigo não está em alguém não gostar do que você escreveu, nem no estilo, nem nos erros. O perigo está em você não deixar livre sua alma, está em se preocupar com o que os outros fazem, em pensar que existe melhor ou pior. Escreva.

Seja você em cada linha, seja cada palavra, viva tudo o que escrever, seja na vida ou na imaginação. Viva. Escreva.

E deixe as críticas para os que não têm nada a dizer.

Jacqueline Aisenman

sábado, 9 de junho de 2012

À GUISA DE POSFÁCIO



Reproduzimos a seguir a mensagem recebida em 26 de abril último da Profª. Clarice Villac, escritora residente em Campinas-SP:





Boa noite, Bom dia, Amigo José Alberto !

Chegou ontem aqui seu lindo livro azul !
Adorei a dedicatória, e que surpresa ver nossos nomes todinhos nos Agradecimentos !
E, ainda por cima, o relato do Projeto !
Assim, impresso no livro, como ficou diferente !
Acho que adquire a magia própria dos livros, que é estar presente e se modificar a cada nova leitura...
ontem eu estava agitada, li e gostei, tive noção geral de tudo, em flashs de significados.
Hoje passei o dia revisando textos atentamente, então ao ler e pegar no livro, enxerguei e senti a dimensão grande, duradoura, das palavras que vão se alongando em sentidos... tudo pareceu tão mais estruturado e profundo...
Amigo, estou imensamente feliz com seu novo livro, e mais ainda por fazer parte dele com nossa história, com nossos passinhos lá registrados...
E agora, sua prima vai ficar ainda mais contente, ao ver a pergunta dela assim azulmente materializada ! Bendita seja, que deu o pontapé inicial nesse lançamento tão bonito !
Preciso dizer que a produção editorial está muito caprichada, e a capa um primor !
Agradeço de coração contente, com um abração muito verdadeiro e entusiasmado !

                          com carinho,

                                       Clarice.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

De Jaguarão-RS a Valinhos-SP *** (VI)

27. – Qual é o nome do seu primeiro livro? “Contos de Oficina 5” (Ed. Acadêmica, 1989), antologia em que tenho participação com 3 contos, resultantes da Oficina de Criação Literária já citada. Porém, como autor solo, “Lá Pelas Tantas” (crônicas, independente, 2010) posso considerar meu primeiro livro.
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28. – Em algum momento da sua vida pensou em parar de escrever livros ou já parou? Até pouco tempo, eu costumava responder àqueles que me perguntavam pelo próximo lançamento, dizendo que “Para Não Dizerem Que Passei em Brancas Nuvens” era minha obra póstuma. Mas, sem maiores comprometimentos, por enquanto vou levando e colocando os textos que me vem à mente no “quartinho de despejo” do meu blogue... Até que recentemente uma pessoa que não costuma usar computador me perguntou pelas últimas postagens que tinham saído. Então resolvi tirar cópia das mesmas para que ela fizesse a sua leitura. Ai me dei conta que já tinha material suficiente para publicar outro volume, resultando “Minha Fachada Predileta”, atualmente no prelo.
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29. – O que você quis dizer naquela parte (religiosa) que diz assim: “se é difícil entender o sofrimento, mais difícil ainda é aceitá-lo, mas é o preço a ser pago pela salvação do homem”? Quando escrevi “Um Compromisso para o Natal” imaginei uma Igreja de 15 degraus, em que cada um representaria uma estação da Via Sacra e, como o personagem estava sentado naquele que representava a Terceira Estação, procurei na Bíblia e lá encontrei coincidentemente o significado “quando Jesus cai pela primeira vez” e mais as citações “É melhor padecer se Deus assim o quiser, por fazer o bem, do que por fazer o mal (1 Pd, 3, 17)” e “se é difícil entender o sofrimento, mais difícil ainda é aceitá-lo, mas é o preço a ser pago pela salvação do homem”, que decidi encaixar no texto. Fazia sentido: o Coronel não entendia nem aceitava o sofrimento de Rafael, assim não só salvou este como também a si próprio, não se omitindo de ajudar o próximo.
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30. – Você já pensou em fazer um livro contando a sua história de vida ou já fez? Era minha intenção quando iniciei o blogue “Poeta das Águas Doces” responder a pergunta que me fez o contra-tenor Jarbas Taurino – “Qual a razão deste meu gosto pela música? – uma outra história comprida para ser contada numa conversa que cheguei a publicar em 16 postagens sem concluí-la e que desisti de continuar. Na sequência, fui desengavetando outro material que já não diziam mais respeito ao que tinha planejado e prossegui acrescentando novos temas em que se misturavam crônicas e ficções. A memória se faz presente em grande parte de meus escritos que não seguem uma cronologia definida, apenas são lampejos que surgem em minha cachola e eu vou anotando na ocasião.Estas respostas já me oportunizaram belas recordações.
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31. – Que conselhos você daria para quem não gosta de ler? Procure aquela leitura que flui ao natural, leia um livro por vez, evite o acúmulo de livros em sua cabeceira, freqüente as bibliotecas públicas, reserve um pouco do seu tempo para adquirir o hábito de ler, liberte-se do vício da televisão e do computador, troque idéias com outros leitores, assinale e comente tudo aquilo que descobrir de interessante, avance passo a passo na sua formação de leitor mais exigente de bons livros, sinta o prazer de criar a sua própria imaginação.

domingo, 1 de abril de 2012

De Jaguarão-RS a Valinhos-SP *** ( V )

20. – Desde quantos anos você começou a inventar história? Você gosta de inventar história? A primeira história que inventei foi num exercício de redação nas aulas particulares ministradas pela Profª. Delícia Bittencourt, preparatórias para o exame de admissão ao Ginásio. Ela leu o texto de um livro e mandou que a gente escrevesse com as próprias palavras o que ali estava escrito. Só que eu resolvi romancear e contei uma história bem diferente. Na outra aula, ela leu essa minha redação para duas colegas que comigo estudavam e estas logo reclamaram – “mas não foi essa história que a senhora contou”. Ai a professora explicou que só queria mostrar a mesma para que avaliassem a minha capacidade criativa. E de lá para cá, sempre que posso, largo com gosto essas tiradas. *********************************************************** 21. – Você é muito famoso? Ainda não cheguei a tanto e nem esperava alcançar esse reconhecimento que estou recebendo através do Projeto Letras e Artes Horácio 2011. Será que tenho café no bule? Mais uma vez recorro a Rachel de Queiroz – “Que não envergonha ser um romancista menor, um cidadão menor, uma pessoa do comum.”

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22. – Que tipo de música você gosta de ouvir? MPB, toda vida. Estou tentando me reciclar largando o “mofo” da Velha Guarda, acredito que tem muitos novos talentos surgindo por ai. Mas mesmo assim, minha predileta para tocar no derradeiro adeus é “João Valentão”, de Dorival Caymmi.

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23 – Que tipo de livro você gosta de ler? Uma literatura fluente, que prende atenção. Gosto muito da novela picaresca, aquela do anti-herói, que cito como exemplo Galeão Coutinho (“Vovô Morungaba”, “Memórias de Simão, o Caolho”, “Confidências de Dona Marcolina”), Dyonélio Machado (“Os Ratos”) e Gladistone Osório Mársico (“Cogumelos de Outono”). Aprecio bastante José Mauro de Vasconcelos (“Confissões de Frei Abóbora”), Humberto de Campos (“Lagartas e Libélulas”), a poesia de J.G.de Araujo Jorge, a prosa de Érico Veríssimo (“Incidente em Antares”), Luiz Antonio de Assis Brasil (o caro Mestre) e fico por aqui com tantos bons autores que minha memória mal consegue guardar.

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24. – Quantas histórias você já fez? Qual a sua maior inspiração para escrever contos? Olha, até perdi a conta do que já consegui produzir. Algumas vezes, a inspiração parece que já vem pronta e a escrita flui ao natural. Mas também acontece o bloqueio mental e não consigo concluir uma ótima trama por mais que me esforce em aprimorar o texto. E, por preguiça mesmo, acabo deixando-o de lado, na espera de um momento mágico que me lance as luzes do entendimento. Puro desespero ao perder o fio da meada. O mestre Assis Brasil me enfatizava: “Também só queres Mu-Mu!” Isto é, a maior inspiração.

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25. – Você acha que todas suas histórias podem ser filmes? Acho que qualquer história pode ser filme, mesmo que este não represente com fidelidade a obra literária. Daquela se extrai um roteiro que vai agregando outros valores artísticos necessários à sua adaptação cinematográfica, o que não desmerece o original e sim se presta para estimular as pessoas na sua leitura.

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26. – Você quando era pequeno queria ser outra coisa? Sempre tive facilidade para o desenho, até pensei em fazer vestibular para arquitetura. Mas não era minha aspiração de guri. Lembro-me daquele tio que esteve adoentado lá em casa e eu ia com um caderno de desenho, a beira do seu leito, esboçar a figura de um navio, a partir das suas narrativas de viagem como marinheiro. Ele me corrigia o que não estava certo, eu apagava com a borracha e redesenhava até que ele concordasse.

sábado, 31 de março de 2012

De Jaguarão-RS a Valinhos-SP *** (IV)

15. – Com quantos anos o senhor começou a escrever os livros? Ao invés de livros, posso responder que comecei a escrever textos em 1954, quando publiquei no jornal do Ginásio um conto de ficção científica “Futuro Interplanetário”, por sinal bastante incipiente, o que pode ser considerado normal para quem começava. Nessa época, dava os primeiros passos na crônica esportiva, comentando jogos de futebol para o jornal “A Fôlha”, de Jaguarão. No ano anterior, cheguei a editar “O KCT”, publicação satírica dos alunos da 3ª. Série ginasial, que começou com tiragem de 1 exemplar manuscrito e terminou com 30 exemplares mimeografados. Em 1959, assumi a gerência daquele jornal jaguarense, onde atuei como redator. Ingressei na Escola de Engenharia da UFRGS em 1961 e ali me formando em 1965 como Engenheiro Mecânico. Exerci atividades profissionais em São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, onde me aposentei em 2001 como técnico em desenvolvimento do BRDE. Acredito que tenha retomado a embocadura das letras nos anos oitenta, produzindo os primeiros textos mais elaborados, entre eles “Um compromisso para o Natal”.
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16. – Já pensou em ter outra profissão? Autor bissexto, diletante sim, mas não profissional, pois não vivo da escrita. Como engenheiro, dizem que sou bom escritor. Aquele que pretende se profissionalizar deve pensar no investimento necessário para fazer carreira, tem que “caitituar” os críticos literários e buscar bons agentes para “vender” a sua obra às editoras. E mesmo assim, necessita dispor de outro meio de vida. Se não vai se tornar um autor independente, com dificuldade de encontrar distribuidor que coloque sua obra nas livrarias. Como é desconhecido vai ficar a mercê de elevadas comissões dos revendedores que nunca dão o retorno esperado. Sem estrutura não vale a pena a “profissão”, dá muita mão de obra. *********************************************************************************************************** 17. – O que você mesmo escreve lhe traz lições de vida? Parece-me que sim, na medida em que vou tecendo a história a partir de um fato real que me impressionou e inspirou para transmitir sentimento e conhecimento para os leitores. *********************************************************************************************************** 18. – Que tipo de texto expressa mais seus sentimentos e que gosta mais de escrever? É aquele texto fluente, com uma pitada de ironia, forçando quem o lê a descobrir a história oculta nas entrelinhas, conduzindo-o ao desfecho inesperado que às vezes choca. Chego até a pecar por não atingir o código do leitor que me surpreende com uma interpretação bem diferente daquela imaginada por mim. A influência do gaúcho Sérgio Jockymann foi marcante nas minhas preferências como ideal que procurava atingir.
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