quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

* CARO AMIGO SOUZA - Helena Ortiz *

(Crõnica em Panorama - jornal de literatura - número 2 - ano I - maio de 1999)
Uns dois dias depois de sair o panorama ensaiei uma carta para ti, escrita à mão, mas não cheguei ao final. Fiquei com um complexo bobo, depois de uma coisa que me escreveu um poeta famoso a quem mandei meus livros: que uma carta escrita em computador não tinha alma. Fiquei triste dele dizer isso. Afinal eu não o tinha conhecido por meio da palavra impressa? E todo o mundo de palavras que conheço hoje, não foi lendo os manuscritos, pois não? Mas deixa pra lá. Vou de computador mesmo, que minha letra começa  bem mas depois não se aguenta, aqui posso aumentar o tamanho da fonte e te facilito a leitura com esses óculos.
A verdade é que naquele dia estava vivendo uma alegria infantil, mas mais que isso. De mãe, mesmo. Coisa difícil de explicar. Estava em casa vendo na TVE um filme sobre Geraldo Pereira, feito por gente de Juiz de Fora. Muito bom, e eu ria à vezes, de contente por ser brasileira e viver num país em que se produz arte assim, com tanta naturalidade. É a mesma coisa que eu sinto quando vejo Antônio Nóbrega. Naquela noite rodava o panorama. Era 23 de abril (1999). Depois eu vim saber, também era dia de São Jorge e aniversário de Pixinguinha. Com esses padrinhos, o panorama tem chance de ser imortal, não acha?
Eu via o filme e pensava no jornal que estava rodando em Cabuçu, que, se não sabes, é muito no fim de Nova Iguaçu que, como sabes, é longe pra burro.
Claro, passaram-se os dias. O jornal está de novo na rua e já estou vivendo o próximo. Sartre disse que somos nós e as circunstâncias. Eu já acho que somos mais os nossos erros.
Ouvi várias observações. A todas acatei. Problemas? Não são dele. São da mãe. Freud bem que ajudou, e ajuda ainda, mas a culpa nos persegue. O pecado continua original. O sonho indica a causa das nossas angústias. Mas quem não sabe interpretar os sonhos? A ciência e o conhecimento não servem a todos. E de que vale o conhecimento quando se é capaz de produzir a guerra, de não aceitar o outro? O lado da sombra também se vale dela para a execução – uma nova religião. (Estou saindo do Evangelho de Saramago e me dou conta do pouco valor de nossas pequenas vidas.
Destinados a glória
 os homens
 jogam fora as trombetas?
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A tua poesia tá no jornal. Verso que vem em sonho é palpite bom. Gostei muito de saber dos progressos do teu projeto musical. Conta mais.
Da situação geral, é bom nem falar, não é, Souza? Eu disse para minha amiga Vera Lopes que Fhc me lembrava Luiz XVI e ela me corrigiu  “Luiz XVI com repentes de Maria Antonieta”. Até minha mãe, que é resistente, acha que ele não se aguenta nas pernas. A propósito, meu poema O Última Dia foi feito a partir dele. Tenho vários, mas O Último Dia é que gosto mais. Tá no nº. 1, lê de novo. (Pena que não tenho um chargista).
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Da guerra dos Balcãs, falar o quê? Se o próprio general da OTAN reconheceu que a campanha não atingiu os seus objetivos? Depois, a gente sabe, é preciso testar novas armas. Inventa-se um milosevic e pronto: é só apontar. Aliás, com um serviço secreto tão eficiente (ou era só nos filmes?) podiam matar só um e resolver. Mas o que se vê é morte, degradação, impotência – a hipocrisia sustenta a guerra. O resto fica por conta da televisão, que dá sentido ao que não tem. Que as pessoas precisam morrer, disso não há dúvida, mesmo porque o mundo não daria para todas. Mas por que de maneira tão brutal? Isso é Saramago ainda que não literal. Leio Clarice e ela diz: “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe”.
Te abraço e a Gislaine, desejando alegrias nos intervalos. E esse é Gabriel pra te dar um sinal e já nada mais precisar dizer:
Seja como for
Estamos no planeta
Eu e meu amor.
Obs: O Henfil também era Souza. Daí também eu ter me lembrado de escrever esta carta, que no próximo jornal pode de novo virar uma crônica, porque também Clarice permanece, e Rubem Braga, Drumond, Carlinhos Oliveira, Sérgio Porto e não terminamos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

MÃOS QUE OFERECEM ROSAS (Judite Junqueira Vilela)

 Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas.
Dar um pouco que se tem aos que tem menos ainda,
Enriquece o doador, faz sua alma ficar mais linda.
Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas.
Dar ao próximo alegria parece coisa singela,
Aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela.
Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas.

“Olá,
O autor não é desconheciodo. Aliás, é uma autora, a irmã Judite Junqueira Vilela, de Ituiutaba MG, ainda viva. Escreveu em forma de poema, que, de tão lindo, logo virou uma bela e inspiradora música.
Nós brasileiros precisamos aprender a dar crédito a quem é de direito, não é mesmo?
:)Evelyne”

No dia 2 do corrente, fui surpreendido com esse comentário postado em http://poetadasaguasdoces.blogspot.com.br/2010/10/maos-que-oferecem-rosas.html, cuja importante informação ali contida agradeço e procuro divulgar. Porém, devo esclarecer que, na época, andei buscando no Google e apenas encontrei escrito, através de várias referências, como sendo “canção gospel de autor desconhecido”.

Tais desinformações são muito comuns, conforme tenho constatado em várias mensagens que me chegam através do correio eletrônico com a troca de nomes de autores e até de desconhecidos que se valem de textos apócrifos para circulação na Internet. Esse assunto foi abordado na matéria publicada em: 

Provavelmente, essa nossa complementação venha a trazer algum esclarecimento acerca da autoria da irmã Judite Junqueira Vilela nas referências do Google sobre o poema “Mãos que oferecem rosas”, graças a gentil colaboração de nossa cara leitora Evelyne. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Complementando: Um quebra cabeça...



Em 13/05/1987, Zero Hora (p.49) publicou entrevista concedida a Cláudio Dienstmann, pelo historiador Carlos Lopes dos Santos, sob o título “História do Negro no Futebol Gaúcho”, da qual me permito reproduzir a abordagem final da referida matéria: - “Mas quando Luiz Carvalho, grande centro-avante do Grêmio, foi para o Rio de Janeiro e jogou no Botafogo, ele fez questão de levar um jogador negro, o Jaguarão, ponteiro-esquerdo, criado no Palmeiras, da várzea de Porto Alegre. Só que o Botafogo não aceitou o Jaguarão, porque era preto e ele foi parar no Bangu. No primeiro jogo entre os dois clubes, o Botafogo com Luiz Carvalho, tomou 5x0 do Bangu – três golos do Jaguarão. Era um tipo Tesourinha, mais forte”. 
Transcrevo ainda do livro “Nós é que somos banguenses”, de Carlos Molinari, as seguintes passagens: “Curiosa a história do ponta-esquerda Cirilo Campelo, apelidado pelo nome de sua cidade natal: Jaguarão. Chegou ao Rio na vã tentativa de jogar pelo Botafogo, mas foi proibido de treinar em General Severiano por ser negro! Lá foi aconselhado a procurar o Bangu, pois segundo um diretor botafoguense o "seu tom de pele seria ideal no time dos Mulatinhos Rosados". Veio para a Rua Ferrer, treinou e ficou. No Campeonato Carioca marcou somente dois gols, sendo que um deles justamente em cima do Botafogo.” ... “Mudanças significativas ocorreram na equipe de futebol do Bangu em 1932. A principal delas foi a saída de três titulares absolutos: o goleiro Zezé foi defender o Olaria, o atacante Jaguarão iria parar no Engenho de Dentro e Domingos da Guia. O zagueiro havia exibido sua classe suprema de tal forma que foi impossível para o Bangu mantê-lo após tantas insistências dos outros clubes - ele iria para o Vasco”.




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um quebra cabeça para nossa memória


Em pé: Zé Maria, Buza, Plínio, Santana, Médio e Ladislau. Agachados: Sá Pinto, Domingos da Guia, Zezé, Eduardo Moura e Jaguarão. Equipe do Bangu em 1930, no Estádio de São Januário.

Em uma de suas obras, o escritor Eduardo Álvares de Souza Soares aventou a tese da diáspora da população jaguarense, em que os jovens se viam forçados a procurar outros centros em busca de melhores oportunidades em termos de mobilidade social. E o patrimônio arquitetônico que a cidade possui atesta bem essa evolução demográfica do município, onde cada prédio cadastrado tem uma história oculta para ser revelada através das pessoas que lá residiram e deixaram marcas de sua passagem através do tempo.
Alguns anos atrás, Fausto de Mattos Mello Ferreira, português de Aveiro, já falecido, por duas vezes, andou circulando por Jaguarão em visita de reminiscências. Pois o Fausto era neto do tio Joaquim, que enviuvou em Portugal e veio dar com os costados nestas plagas pampianas, acompanhado de sua filha Celeste e mais o genro e netos. Esse genro, cujo nome não recordo, foi gerente do Banco Português, antecessor do Pelotense e do Banrisul e residiu por certo tempo em nossa terra, regressando após com a família às suas origens. Aquele avô de Fausto casou com tia Maria José, uma das irmãs de meu pai José Dalberto, e terminou ficando por aqui até o fim de seus dias.
Quando saiu de Jaguarão, Fausto tinha 10 anos de idade e só veio rever as terras brasileiras quando já alcançava a 65 bem vividos, um sonho acalentado durante toda essa ausência, sempre suspirando por um retorno a seus tempos de infância. E aquele menino renasceu caminhando desde cedo pelas antigas ruas que ele jamais esquecera, reconhecendo cada prédio e lembrando até de seus velhos moradores. Isto que ele já vinha se correspondendo por um período bastante prolongado com nosso confrade Jorge Passos, a pretexto de resolver certa pendência na Receita Federal.
De minha parte, às vezes me vejo em palpos de aranha, quando me solicitam informações que dizem respeito a épocas anteriores a meu nascimento. A nossa memória vai se perdendo no tempo e não tem jeito de se resgatar o que procuramos. A transferência para Porto Alegre, em 1937, do 3º Regimento de Cavalaria Divisionária tem dado muito pano para mangas em matéria de pesquisas. Exemplo disso ai está o Grêmio Esportivo General Osório, agremiação que foi campeã jaguarense de futebol em 35 e 36, chegando a disputar o Gauchão, conforme nos foi demonstrado por Douglas Marcelo Rambor, pesquisador de Três Coroas. E quem se habilita para esclarecer esse assunto?
Em 13/05/1987, Zero Hora (p.49) publicou entrevista concedida a Cláudio Dienstmann, pelo historiador Carlos Lopes dos Santos, sob o título “História do Negro no Futebol Gaúcho”, da qual me permito reproduzir a abordagem final da referida matéria: - “Mas quando Luiz Carvalho, grande centro-avante do Grêmio, foi para o Rio de Janeiro e jogou no Botafogo, ele fez questão de levar um jogador negro, o Jaguarão, ponteiro-esquerdo, criado no Palmeiras, da várzea de Porto Alegre. Só que o Botafogo não aceitou o Jaguarão, porque era preto e ele foi parar no Bangu. No primeiro jogo entre os dois clubes, o Botafogo com Luiz Carvalho, tomou 5x0 do Bangu – três golos do Jaguarão. Era um tipo Tesourinha, mais forte”. 
Recentemente, encontrei uma foto do Bangu onde aparece esse atleta: http://esquadroesdefutebol.blogspot.com.br/2010/04/bangu-ac.htmlDesde então tenho me perguntado se esse jogador seria mesmo natural de Jaguarão? Se alguém na época sabia que um conterrâneo brilhava no time dos “mulatinhos rosados”, onde despontava um Domingos da Guia, figurando ao lado do maior artilheiro da história da tradicional agremiação – Ladislau, com 223 golos? Como diria o grande Érico Veríssimo, “eta, mundo velho sem porteira”, por aonde vão se espalhando os nossos “jaguarões”?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

*As trapalhadas do Gauchão em 1939*


Riograndense, de Rio Grande, campeão de 1939.

Em sua 19ª. edição, o Campeonato Gaúcho de Futebol de 1939 praticamente marcou o fim da era do amadorismo no Rio Grande do Sul, pois as principais agremiações da Capital já tinham se profissionalizado e constituído a Associação Porto Alegrense de Desportos. Devido a divergências sobre as regras do certame, em comum acordo com seus filiados, essa entidade decide não apontar o seu representante citadino. Assim, esse certame teve as suas regionais remanejadas e distribuídas nas seguintes zonas: Centro (1ª., 2ª., 3ª. e 4ª. regiões); Sul (5ª. região); Serra (6ª. e 7ª. regiões); Litoral (8ª. e 9ª. regiões) e Fronteira (10ª. e 11ª. regiões).
Zona Centro (campeão Sport Club Novo Hamburgo)
Com a exclusão de Porto Alegre, Departamento Desportivo de Minas de São Jerônimo (atual Arroio dos Ratos) e Grêmio Athlético Capitão Salomão (São Leopoldo) disputam o título da  1ª. Região, em jogo realizado em 29/10/1939 no Estádio da Timbaúva (Porto Alegre), em que a equipe dos “mineiros” vence a contenda por 8 tentos a 3.
Na 2ª. Região, América Foot Ball Club e Couto Foot Ball Club, de Rio Pardo, e Foot Ball Club Santa Cruz jogam entre si em turno e returno de 23/07 a 27/08/1939, sagrando-se campeão Couto F.B.C.. Da mesma forma, Club Sportivo Bento Gonçalves, Foot Ball Club Montenegro, Foot Ball Club Esperança e Sport Club Novo Hamburgo se enfrentam de 16/07 a 18/09/1939 para consagrarem S.C. Novo Hamburgo como vencedor da 3ª. Região.
Em 01/10/1939, o Sport Club Juventude (Caxias do Sul) derrota o Guarani (Cachoeira do Sul) por 4x1 e, no jogo de volta em 08/10/1939, acontece a vitória deste por 3x0, dando origem a outro jogo para desempate em 29/10/1939 realizado no Estádio da Timbaúva/P. Alegre, com vitória do S.C. Juventude por 2x1, que assim alcança o título da 4ª. Região.
Para apontar o campeão da Zona Centro, são disputadas as seguintes partidas:
01/11 (Chác. Camélias) – S.C. Novo Hamburgo 4 x S.C. Juventude 3
12/11 (Timbaúva) – Minas S.Jerônimo 6 x Couto F.B.C. (R. Pardo) 0
17/11 (Timbaúva) – S.C. Novo Hamburgo 4 x Minas S. Jerônimo 0
Zona Sul (campeão Grêmio Sportivo Bagé)
Compreendendo apenas a 5ª. Região, o título foi decidido no jogo de ida (15/10) em Jaguarão, quando o Bagé derrotou o Sport Club Cruzeiro do Sul, daquela localidade, por 4 tentos a 1, tendo este de entregar os pontos na partida de volta por não conseguir levar seu time completo à cidade da equipe adversária.
Zona Serra (campeão Sport Club Gaúcho, de Passo Fundo)
Fazendo parte a 6ª. Região (Cruz Alta e Passo Fundo), foram necessárias as seguintes partidas para decidir o título:
10/09 – Grêmio Riograndense F.B.C. (C. Alta) 1 x S.C. Gaúcho 5
17/09 – S.C. Gaúcho (P. Fundo) 0 x Grêmio Riograndense F.B.C. 2
24/09 (Eucaliptos/S. Maria) – S.C. Gaúcho 2 x G. Riograndense 2
28/09 (Eucaliptos/S. Maria) – G. Riograndense 0 x S.C. Gaúcho 2
Habilitado para a final zonal em 08/10/1939, no Estádio dos Eucaliptos/S. Maria), o Sport Club Gaúcho enfrentou e venceu por 2x1 o representante da 7ª. Região, Riograndense F.B.C., campeão citadino de Santa Maria.
Zona Litoral (campeão F. B. C. Rio Grandense, de Rio Grande)
Pela 8ª. região (Rio Grande e Pelotas), aconteceram os seguintes jogos:
01/10 – Foot Ball Club Riograndense 1 x Sport Club  Pelotas 2.
15/10 – Sport Club  Pelotas 1 x Foot Ball Club Riograndense 2.
22/10 (Estádio do São Paulo/Rio Grande)
– Foot Ball Club Riograndense 1 x Sport Club Pelotas 1.
Como o terceiro jogo terminou empatado, a Federação marca uma quarta partida em campo neutro (Ferroviário/Bagé) para a semana seguinte, dia 29/10, escolha feita pelos dois clubes digladiantes, em presença do Sr. Milton Soares presidente daquela entidade.
Na cidade de Bagé, aconteceu o imprevisto:  o representante Lauro Lima contrariando as ordens da Federação mandou imprimir cartazes anunciando o jogo no estádio do Guarani. O Pelotas foi a este estádio e o Riograndense ao campo do Ferroviário. Lima declarou o Pelotas como vencedor do embate por não comparecimento do Riograndense, justificando sua medida em face do campo do Ferroviário ser muito distante do centro da cidade e que financeiramente para a Federação seria mais lucrativo o jogo no Estrela D'Alva.
No entanto, essas ponderações não chegaram a ser aceitas pelo presidente da Federação, Milton Soares, que houve por bem  convocar assembléia geral para marcar nova partida em Porto Alegre. Porém, o Pelotas decidiu não mais continuar no certame, pois se julgava o legitimo vencedor da partida.
Deu-se condição a que o F.B.C. Riograndense disputasse as finais zonais com o representante da 9ª. região, Sport Club Rio Branco, campeão citadino de Santa Vitória do Palmar, derrotando-o em ambos os jogos de ida (1x4) e volta (7x0) efetuados em 19/11/1939 (SVP) e 26/11/1939 (RG).
ZONA FRONTEIRA (campeão Grêmio Foot Ball Santanense)
Em jogos válidos (melhor de três) pela 10ª. região, a 13/09/1939, 20/09/1939 e 05/10/1939, o Sport Club Uruguayana, após eliminar o Quaray Foot Ball Club, não aceitou jogar a final zonal (13/10/1939) em Livramento contra o Grêmio Foot Ball Santanense, pois exigia campo neutro. Vitória deste WO.
FASE PRELIMINAR (eliminatória nos Eucaliptos/Santa Maria)
12/11 – S.C. Gaúcho (P. Fundo) 2 x Grêmio Sportivo Bagé 2
              (em duas prorrogações, 2x1 pró Gaúcho).
SEMIFINAIS (jogos realizados em Livramento e Rio Grande)
10/12 – S.C.Gaúcho (P.Fundo) 1 x G.F.B. Santanense (Livramento) 2.
07/01/1940 – F.B.C. Riograndense (R.G.) WO x S.C. Novo Hamburgo.

Classificando-se Grêmio Foot Ball Santanense, de Livramento, e Foot Ball Club Riograndense, de Rio Grande, às finais do certame gaúcho de 1939, resultaram os seguintes jogos:
14/01/1940 (Est. 14 de Julho/Livramento) – Árb.: Ari Almeida 
– G.F.B. Santanense 4 x F.B.C. Riograndense 4.
21/01/1940 (Est. Gen.l Osório/R. Grande) – Árb.: V. Martinatto 
– F.B.C. Riograndense 3 x G.F.B. Santanense 1
28/01/1940 (Praça de Esportes Getúlio Vargas/Pelotas) 
– G.F.B. Santanense 0 x F.B.C. Riograndense 0.
Nesses jogos, a equipe vice-campeã gaucha de futebol em 1939 alinhou da seguinte forma:
GRÊMIO FOOT BALL SANTANENSE – Morozin, Ítalo e Pedro – Goulart, Pepe Garcia e Filhinho – Sorro, Beca, Bido, Raul e Borges.
A agremiação rio-grandina sagrou-se campeã com o seguinte quadro:
FOOT BALL CLUB RIOGRANDENSE – Brandão, Armando e Cazuza – Martinez (Pelado), Pacheco e Mariano – Osquinha, Carruíra, Cardeal, Chinês e Plá.

          (Graças à competência de Douglas Marcelo Rambor).

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Em 1938, mais um Gauchão complicado


A vez do Guarani, de Bagé, em 1938

Ainda sem a participação das principais equipes de Porto Alegre, o Campeonato Gaúcho de Futebol de 1938, em sua 18ª. edição, iniciada em novembro daquele ano – com considerável atraso devido à grave crise por que passava a FRGD – abrangia as seguintes zonas: Centro (1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª. regiões); Serra (6ª. e 7ª regiões); Sul (8ª e 9ª regiões); Fronteira (10ª região) e Litoral (11ª. e 12ª. regiões).
Na 1ª. região, Grêmio Sportivo Renner, de Porto Alegre, eliminou Grêmio Atlético 8º Batalhão de Caçadores, de São Leopoldo, vencendo as duas partidas de ida (ox2) e volta (2x1). Classificou-se, na 2ª. região, Sport Club Juventude, de Caxias do Sul, ao vencer uma (3x2) e empatar outra (2x2) das contendas frente ao Club Sportivo Bento Gonçalves.
Alguns campeões citadinos representaram as respectivas regiões, a saber: 3ª.) Foot Ball Club Santa Cruz; 4ª.) Guarani Foot Ball Club, de Cachoeira do Sul; 5ª.) Sport Club Brasil, de Minas de São Jerônimo; 6ª.) Riograndense Foot Ball Club, de Santa Maria; 7ª.) Grêmio Riograndense Foot Ball Club, de Cruz Alta; 8ª.) Guarani Foot Ball Club, de Bagé; 9ª.) Sport Club Cruzeiro do Sul, de Jaguarão, e 12ª.) Sport Club Vitoriense, de Santa Vitória do Palmar.
Nos confrontos entre regiões, ocorreram os seguintes resultados, apontando os campeões de cada Zona:
CENTRO 
(campeão – Grêmio Sportivo Renner, de Porto Alegre).
28/11 – Grêmio Sportivo Renner 2 x Sport Club Juventude 1 e
               Guarany (Cachoeira do Sul) 2 x Foot Ball Club Santa Cruz 2
               (na prorrogação 3x0 para o Guarani).
01/12 – Guarany (Cachoeira do Sul) 5 x Sport Club Brasil 6
05/12 – Grêmio Sportivo Renner 1 x Sport Club Brasil 1
               (1x0 pró Renner na prorrogação).
SERRA
(campeão – Riograndense Foot Ball Club, de Santa Maria).
27/11 – Riograndense (Cruz Alta) 4 x Riograndense (Santa Maria) 5 e
04/12 – Riograndense (Santa Maria) 3 x Riograndense (Cruz Alta) 2.
SUL
(campeão – Guarany Foot Ball Club, de Bagé).
21/11 – Sport Club Cruzeiro do Sul 0 x Guarany F.B.C. (Bagé) 5 e
28/11 – Guarany F.B.C. (Bagé) 5 x Sport Club Cruzeiro do Sul 0.
FRONTEIRA 
(campeão – Sport Club Uruguayana/10ª. região)
21/11 – Sport Club Uruguayana 4 x Grêmio Foot Ball Santanense 1
28/11 - Grêmio Foot Ball Santanense 4 x Sport Club Uruguayana 1
04/12 – Sport Club Uruguayana 3 x Grêmio Foot Ball Santanense 1
               (jogo desempate no arrabalde Estrela D’Alva, em Bagé).
LITORAL 
(campeão – Foot Ball Club Riograndense, de Rio Grande)
04/12 – G.A. 9º Reg. Inf. (Pelotas) 1 x F.B.C. Riograndense (R. Grande) 2
11/12 – F.B.C. Riograndense (R. Grande) 1 x G.A. 9º Reg. Inf. (Pelotas) 0
18/12 – F.B.C. Riograndense (R. Grande) 5 x Sport Club Vitoriense 0.
FASE PRELIMINAR (eliminatória em Bagé)
11/12 – Riograndense F.B.C. (S. Maria) 6 x Sport Club Uruguayana 4.
SEMIFINAIS (jogos realizados em Porto Alegre e Rio Grande)
18/12 – Guarany F.B.C. (Bagé) 3 x Riograndense F.B.C. (S. Maria) 2
22/12 – F.B.C. Riograndense (R. Grande) 2 x G.S. Renner 1.
Desta forma, Guarany Foot Ball Club, de Bagé, e Foot Ball Club Riograndense, de Rio Grande, habilitaram-se às finais do certame gaúcho de 1938 e se enfrentaram nas seguintes datas e locais:
08/01/1939 (Ferrov.) – Guarany 1(Rubilar) x Riograndense 1(Cardeal);
15/01/1939 (Oliveiras) – Riograndense 2(Oscar e Cardeal) x Guarany 0;
22/01/1939 (Praça de Esportes Getúlio Vargas, em Pelotas) – Guarany 3(Picão/2 e Quesada) x Riograndense 1(Cardeal).                         
O jogo desempate aconteceu dois dias após no mesmo local, havendo empate de 1(Medina) x 1(Chinês), sob arbitragem de Alfredo de Oliveira Calero, que suspendeu a partida aos 3 minutos da prorrogação devido a tumulto provocado pela torcida do Guarani, após o gol de Rubilar, porém, a FRGD confirmou o resultado, consagrando a equipe de Bagé como campeã gaúcha nesse ano.
A agremiação do Foot Ball Club Riograndense saiu vice-campeã desse certame formando: Brandão, Ballester e Armando – Sassi, Alfinete e Assis - Oscar, Carruíra, Cardeal, Chinês e Plá. Técnico: Gentil Valério.
A equipe bageense Guarany Foot Ball Club vitoriou-se, pela segunda vez, no Campeonato Gaúcho de Futebol de 1938, mandando a campo o seguinte quadro: Jorge, Jorjão e Gancho – Dini, Balão e Fidelcino – Picão, Libinho, Medina, Rubilar e Quesada.

(Com a valiosa colaboração de Douglas Marcelo Rambor).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

* E continuamos atuando no Gauchão !

Equipe Campeã do Gauchão em 1937

O Campeonato Gaúcho de Futebol de 1937 se caracterizou pela cisão na Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos, em que Grêmio, Internacional, Cruzeiro, São José e Força e Luz decidiram criar a AMGEA Especializada que se filiaria a Federação Brasileira de Football, defensora do profissionalismo e rival da Confederação Brasileira de Desportos. A outra AMGEA Cedebense permaneceu ligada à Federação Rio Grandense de Desportos, inscrevendo Sport Club Americano, Sport Club Novo Hamburgo, Foot-Ball Club Porto Alegre, Grêmio Esportivo Renner e Sociedade União Villa Nova na disputa do certame citadino. 
Em sua 17ª. edição, esse campeonato passou a compreender as seguintes Zonas: Centro (1ª., 2ª., 3ª. e 4ª. regiões); Serra (5ª. e 6ª. regiões); Sul (7ª., 8ª. e 9ª. regiões); Litoral (10ª. e 11ª. regiões); Fronteira (12ª. região).
Sport Club Novo Hamburgo (P. Alegre) e Grêmio Atlético 8º. Batalhão de Caçadores (S. Leopoldo) se enfrentaram para se classificar na 1ª. região; Clube Esportivo Bento Gonçalves e Grêmio Sportivo Flamengo (Caxias do Sul), na 2ª. região; Rio Grandense Foot Ball Club (S. Maria) e Guarani Foot Ball Club (Cachoeira do Sul), na 5ª. região; Sport Club Cruzeiro (Passo Fundo) e Grêmio Riograndense Foot Ball Club (Cruz Alta), na 6ª. região; Botafogo Foot Ball Club (S. Gabriel), Humaitá Foot Ball Club (Cacequí) e Grêmio Sportivo Duque de Caxias (Dom Pedrito), na 7ª. região; Grêmio Sportivo Brasil (Pelotas) e Foot Ball Club Riograndense (Rio Grande), na 10ª. região; Grêmio Foot Ball Santanense (S. Livramento) e Sport Club Uruguaiana, na 12ª. região.
Desses confrontos, habilitaram-se as representações de Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo, São Gabriel, Rio Grande e Santana do Livramento, aos quais se juntaram os campeões citadinos de Rio Pardo (Couto Foot Ball Club, 3ª. região), Minas de São Jerônimo (Sport Club Guarani, 4ª. região), Bagé (Club Sportivo Ferroviário, 8ª. região), Jaguarão (Sport Club Cruzeiro do Sul, 9ª. região) e Santa Vitória do Palmar (Sport Club Vitoriense).
O Club Sportivo Ferroviário derrotou o Sport Club Cruzeiro do Sul por 2x1, em jogo realizado no Estádio Estrela D’Alva/Bagé a 12/12/1937, formando: Diogo, Divo e Garcia – Alegrete, Lolo e Vaquinha – Figueiró I, Figueiró II, Ruy, Donazar e Barradas. O quadro de Jaguarão entrou em campo com Octacílio, Irany e Deoclydes – Heitor, Mestre e Ataliba – Lauro (autor do gol), Souza, Arismendi, Moreira e Álvaro.
Sagraram-se vencedores em suas respectivas zonas: Centro (Esporte Clube Novo Hamburgo); Serra (Riograndense Foot Ball Club, de Santa Maria); Sul (Grêmio Sportivo Ferroviário, de Bagé); Litoral (Foot Ball Club Riograndense, de Rio Grande) e Fronteira (Grêmio Foot Ball Santanense, de Santana do Livramento), que se enfrentaram nas seguintes datas e locais:
26/12/1937 (Estádio dos Eucaliptos/S. Maria)
 – Riograndense F.B.C. 1 x G.F.B. Santanense 4
26/12/1937 (Estádio das Oliveiras/R. Grande)
- F.B.C. Riograndense 3 x G.S. Ferroviário 0
Na semifinal, em 02/01/1938, G.F.B. Santanense e S.C. Novo Hamburgo empataram em 2x2 (na prorrogação 1x0 para o Santanense), em jogo realizado na Chácara das Camélias, sob arbitragem de Dante Maroni.
Na final, a primeira partida aconteceu no Estádio das Oliveiras/Rio Grande, em 09/01/1938, sendo árbitro Bernardino de Souza Neto, apontando a vitória do Riograndense pelo escore de 2 tentos (de Plá) a zero sobre o Santanense. Porém, este conseguiu vencer a segunda partida por 3 (Garcia, Hortêncio e Beca) x 2 (Cardeal e Carruíra), na Boca do Lobo/Pelotas, em 16/01/1938, sob arbitragem de Nestor Corbiniano de Andrade.
O desempate também ocorreu na Boca do Lobo, em 19/01/1938, sob arbitragem de Francisco Corrêa de Azevedo, terminando a partida em 3 (Garcia, Hortêncio e Beca) x 3 (Cardeal, Duarte e Mariano), com gol do Santanense aos 46 minutos, o que acarretou briga generalizada, forçando a Federação marcar um novo jogo. Este foi disputado no Estádio Estrela D’Alva/Bagé, em 02/02/1938, sendo árbitro Eloy de Menezes e saindo vitoriosa a equipe de Santana do Livramento por 4x0, com golos de Sorro (2) e Bido (2).
Receberam as faixas de campeão gaúcho de 1937 os atletas do Grêmio Foot Ball Santanense: Brandão, Alfeu e Seringa (Pedro) – Mulato (Garnizé), Mascarenhas e Goulart (Pepe Garcia) – Sorro, Magno (Pascoalito), Hortêncio (Bido), Beca e Tom Mix. Treinador: Ricardo Diaz.
Como vice-campeões, os integrantes do Foot Ball Club Riograndense: Portugal, Patrício e Cazuza - Hermes (Garcia), Alfinete e Mariano – Cleto, Carruíra (Duarte), Cardeal, Chinês e Plá. Treinador: Gentil Cardoso.

(Mais um "gancho" resultante de nossa parceria com o ilustre pesquisador Douglas Marcello Rambor).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Jaguarenses mais um ano no Gauchão


Em 1936, a FRGD adotou uma nova divisão entre as zonas futebolísticas do Estado, que passaram a compreender 18 regiões, a saber: Zona Centro (1ª, 2ª e 3ª regiões); Zona Nordeste (4ª, 5ª e 6ª regiões); Zona Serra (7ª, 8ª, 9ª e 10ª regiões); Zona Sul (10ª, 11ª, 12ª e 13ª regiões); Zona Litoral (14ª e 15ª regiões); Zona Fronteira (16ª, 17ª e 18ª regiões).
Os seguintes campeões citadinos representaram as respectivas regiões: 1ª) Sport Club Internacional, de Porto Alegre; 3ª) Sport Club Juventude, de Caxias do Sul; 6ª) Sport Club Guarani, de Minas de São Jerônimo; 7ª) Sport Club Cruzeiro, de Passo Fundo; 8ª) Grêmio Riograndense Foot Ball Club, de Cruz Alta; 9ª) Riograndense Foot Ball Club, de Santa Maria; 10ª) Guarani Foot Ball Club, de Cachoeira do Sul; 12ª) Grêmio Sportivo Bagé; 13ª) Grêmio Athlético General Osório, de Jaguarão (eliminado pelo Bagé por 3x2); 15ª) Sport Club Rio Branco, de Santa Vitória do Palmar; 16ª) Sport Club 14 de Julho, de Itaqui; 17ª) Sport Club Ferrocarril, de Uruguaiana.
Disputaram a classificação em suas regiões: Foot Ball Club Montenegro e Club Sportivo Bento Gonçalves (2ª); Grêmio Sportivo Leopoldense e Sport Club Novo Hamburgo (4ª); América Foot Ball Club e Couto Foot Ball Club, de Rio Pardo, e Santa Cruz Foot Ball Club (5ª); Grêmio Sportivo Duque de Caxias, de Dom Pedrito, e Botafogo Foot Ball Club, de São Gabriel (11ª); Sport Club Rio Grande e Grêmio Athletico 9º Regimento de Infantaria, de Pelotas (14ª); Grêmio Foot Ball Santanense, de Santana do Livramento, e Ypiranga Athlético Foot Ball Club, de Quaraí. Sairam vencedoras regionais as representações de Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Santa Cruz, São Gabriel, Rio Grande e Santana do Livramento.
Nos confrontos entre regiões, sagraram-se campeões: S.C. Internacional, da Zona Centro; S. C. Novo Hamburgo, da Nordeste; Rio Grandense F . B. C., da Serra; Botafogo F. B. C., da Sul; S. C. Rio Grande, da Litoral; G. F. B. Santanense, da Fronteira (que desistiu da competição). Na fase preliminar, S. C. Novo Hamburgo eliminou Botafogo F. B. C. por 11x0, partida realizada a 10/01/1937 na Chácara da Camélias, em Porto Alegre. Nas semifinais, ocorreram os jogos:
10/01/1937 – S. C. Internacional 4 x Rio Grandense F. B. C. 4 (na prorrogação Inter 4x0), na Chácara das Camélias.
14/01/1937 – S. C. Rio Grande 5 x S. C. Novo Hamburgo 2, no campo da Baixada, em Porto Alegre.
Decidindo o certame, S. C. Internacional e S. C. Rio Grande enfrentaram-se em duas contendas a 17  e 21/01/1937, ambas vencidas pela equipe riograndina  por 3 tentos (Souza, Pesce e Ernestinho) a 2 (Salvador e Silvio Pirilo), com arbitragem de Henrique Maya Faillace, e 2 gols (Souza e Pesce) a zero, árbitro Demóstenes dos Sillos, e disputadas em Porto Alegre (Timbaúva e Chácara das Camélias).
Sport Club Internacional saiu vice-campeão gaúcho de futebol de 1936 com a seguinte formação: Penha, Alpheu e Natal – Garnizé (Zezé), Risada e Levi – Artigas (Tijolada), Salvador (Mancuso), Silvio Pirilo, Castilhos e Tom Mix. Treinador: Bernardo de Souza Neto.
Sagrou-se campeão gaúcho de futebol de 1936 Sport Club Rio Grande que alinhou em suas fileiras: Munheco, Fructo e Cazuza – Juvêncio, Chinês e Roberto (Sanguinha) – Ernestinho, Darinho (Caringi), Souza (Carruíra), Marzol e Pesce. Treinador: Gustavo Kraemer Filho.

A matéria aqui apresentada, mais uma vez, baseou-se em dados coligidos por Douglas Marcelo Rambor, incansável pesquisador do nosso futebol.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Linha direta com a Grande Florianópolis


Recomendo com louvor e solicito a todos "manezinhos" seu prestígio e divulgação entre seus amigos e conhecidos.