sábado, 9 de dezembro de 2023

* PARABENS PELO DIA DO FONOAUDIÒLOGO ! *




        Cliente antigo da Amplisound, cuja loja no Centro Histórico da nossa capital costumo frequentar regularmente para exame de meus aparelhos de surdez, vejo-me impedido de lá chegar devido as obras que estão sendo procedidas no local, praticamente impedindo o trânsito de veículos na totalidade das ruas do entorno, além de minha dificuldade para o deslocamento a pé. 

        Devido a esse fato, resolvi procurar a outra loja da empresa localizada na rua 24 de Outubro, nº 224, mais fácil de ser deixado num taxi, além de poder encontrar ali Dª. Juliana, que antes sempre me atendia prestimosamente no centro, até se transferir para essa nova loja. Assim, conseguiria sanar a necessidade de regularizar limpeza e troca de tubos que vinha sendo adiada devido àquelas dificuldades. 

        Nesta outra loja, vim a ser atendido pelas gentis funcionárias Priscila e Daniela que examinaram o aparelho do ouvido direito, mas não puderam arrumar o outro do ouvido esquerdo por esquecimento de trazer o mesmo de casa. Portanto precisaria voltar outro dia para o necessário exame. Então fiquei sabendo que poderia agendar consulta com Dona Juliana para ser atendido na ocasião de sua presença por lá.

        No dia aprazado, essa eficiente fonoaudióloga, examinou meus ouvidos e constatou a cera neles acumulada, encaminhando-me a uma otorrinolaringologista para resolver esse problema. De modo que na próxima segunda-feira já tenho agendado meu comparecimento nesse outro consultório, o que me dará condições talvez de retornar no mesmo dia para concluir o atendimento na loja da rua 24 de Outubro.

        Aproveitando que hoje é Dia do Fonoaudiólogo, gostaria de cumprimentar Dª. Juliana pela sua eficaz atuação como profissional de grande mérito que honra esta importante atividade para o meio do qual faz parte. Aqui deixo meu testemunho de todo seu interesse e gentileza por que fui atendido durante todo esse aprazível tempo em que estivemos em contato. Parabens, Dº. Juliana Nery! 

sábado, 11 de novembro de 2023

AQUELA ESPERANÇA QUE JAMAIS SE APAGARÁ

 



H O R Á R I O   D O   A L M O Ç O

 

As mesmas caras de sempre todos os dias

Repetidas no horário do almoço,

Não consigo distinguir de quais moradias

Nesta mistura de vozes em alvoroço...

 

De vez em quando algumas mais arredias

Sem querer me fazem desenhar um esboço

Pelas tantas esperanças fugidias

Quase me conduzindo ao fundo do poço...

 

Fujo dessas vias escorregadias,

Busco me livrar duma corda no pescoço

Nem quero chegar naquelas horas tardias...

 

Obrigando-me a engolir o caroço

Sem piedade das minhas teimosias

Enfim possa ver alguém como bom moço...

 

José Alberto de Souza  

POA, 11/nov./2023

sábado, 3 de junho de 2023

A TENTATIVA PARA UMA BUSCA INFRUTÍFERA

 De repente me vêm

essas lembranças,

daquelas pessoas

que já sumiram

do meu pensamento:

aonde andarão elas,

agora tão perdidas

em minha memória?

 

E eu sinto

a estranha sensação

de que estou vivendo

em outro mundo:

um fantasma em busca

da afinidade alheia. 

 

José Alberto de Souza

POA, 03/jun./2023


terça-feira, 25 de abril de 2023

O DESFECHO PARA UMA ESTÒRIA INACABADA

 


 

Aonde eu vou, eu sempre deixo uma saudade,

Saudade dos lugares bonitos que eu vi,

Momentos que me trouxeram felicidade

Numa boa companhia que conheci...

 

Saudade que nunca pode ser revivida

Após um tempo que já ficou no passado

Em certa época já dada por perdida

Apesar de esforço jamais recuperado...

 

Duma vez por todas, saudade me deixasse,

Libertando-me destas falsas esperanças

Como este teimoso broto que renasce

 

Na seiva da saudade assim borrifada,

Lançando folhagens de borbulhantes danças

Numa memorável estória inacabada...

 

José Alberto de Souza

POA, 25/abr./2023.

terça-feira, 4 de abril de 2023

*UM DESAFIO QUE SURGE A TODO MOMENTO*




P A R A   U M   G R A N D E   A M O R


Fostes o grande amor de minha triste vida

Que eu deixei escapar sem qualquer protesto

Para ficares tantos anos escondida

Falha dum reconhecido e amável gesto

 

Comigo ficou essa mágoa ferida

Marcada em dia tão infeliz e funesto

Naquela época distante e não sabida

Sequer lembrada por este servo modesto

 

Agora depois destas águas passadas

Torno a te reencontrar quase na minha frente

Neste quadro de rápidas pinceladas

 

Que o Criador fez questão de colocar

De modo inesperado para tanta gente

Como se quisesse uma ação determinar...

 

José Alberto de Souza

POA, 04/abr./2023

 

domingo, 19 de fevereiro de 2023

*AQUELA SOLIDÃO - UMA FIEL COMPANHEIRA*


 Eu percorro toda esta rua tão deserta

E nela não encontro nenhuma viva alma,

É mais um dia de feriado na certa

Em que procuro desfrutar a doce calma

 

Parece que a solidão já não me assusta,

Passando a ser uma fiel companheira,

A passagem do tempo em medida justa

Para contemplar a minha vida inteira

 

Avisto casas de antigos moradores

Ainda insistindo em tantas recordações.

Levando-me imaginar aqueles amores

 

Como se surgissem em repentinas versões

Através dos inesperados corredores

Cá presentes sem nunca apagar tais visões.

 

José Alberto de Souza

POA, 19/mar./2023

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

ATÉ ARREPENDIMENTO PODE SER PERDOADO

 



Para ter ilusão, não preciso sorrir

Quando apenas me basta ser enganado,

Qualquer página, sem que tenha de abrir

Para encontrar meu destino devassado

 

Mas como é doce nunca se descobrir

Certo equívoco muito bem ocultado,

Nenhuma necessidade a decidir

De revelar aquele segredo guardado

 

Mais vale o momento presente por vir

Do que desperdiçar tudo que nos é dado

Na forma incondicional de nos servir

 

No fim, nada que não possa ser perdoado

Pela simples razão que venhamos sentir

Algum futuro arrependimento frustrado.


José Alberto de Souza

POA, 10/JAN./2023

terça-feira, 29 de novembro de 2022

NOSSA SEMPRE LEMBRADA : RUA DAS FLORES

 

("Edumar Pinturas" Instagram)

R U A   D A S   F L O R E S

 

Quando ela tão brilhante ali passava,

Passarinhos jogavam pequenas sementes

Que sua formosa presença inspirava

Sem dispensar tantos olhares insistentes

 

Então naquela tosca alameda brotava

Minúscula haste duma pedra ardente

E despercebida a flor que se tornava

Agora chama atenção de toda gente

 

Hoje surpreso me permito contemplar

Tamanha multidão de luzidias cores

Que de repente surgem naquele lugar

 

Lembrei-me de todos os antigos amores

Dos tempos em que costumava cultivar

Cá nesta resplandecente Rua das Flores.

 

José Alberto de Souza

POA 29/nov./2022.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

QUANDO NOSSOS OLHARES SE ENCONTRARAM












Surpresos, nossos olhares se encontraram

De compaixão poderia ser algum fato

Nem sei se por ali eles então buscaram

Manter-se nesse possível anonimato

 

De certo modo nenhum sorriso ousaram

Para não demonstrar qualquer espalhafato

Denunciando a maneira que usaram

Sem confundir propósito com ultimato

 

Ao acaso tão inesperado deixaram

A ocasião surgisse de imediato

Libertos da pressa que sempre desejaram

 

Fechar com chave d’ouro aquele ornato

Na esperança do futuro que ficaram

Aguardando mesmo bastante abstrato...

 

José Alberto de Souza

POA 16/Nov./2022.



 

domingo, 13 de novembro de 2022

HAVENDO POSSIBILIDADES DE FRUSTRAÇÔES


 

Eu já perguntei

E você não me respondeu:

Será que você gosta de mim?

Eu só queria ter certeza

Antes de me aproximar...


Não quero alimentar

Essas esperanças reprimidas

Nas condições sociais

Que nos mantem afastados...


Assim fico na dúvida

De ser um amor desesperado

Sem qualquer razão de ser

Para se fazer correspondido,

Com possíveis frustrações...


José Alberto de Souza

POA, 13/nov./2022.


domingo, 16 de outubro de 2022

Sérgio da Costa Franco - seria um Deus Bondoso?

 


Muitas vezes temos ouvido falar de um Deus Bondoso que nos quer muito bem. Mas diante de tantas injustiças existentes neste nosso mundo, costumamos nos revoltar querendo saber porque este Ser Superior não interfere de imediato para proteger as criaturas mais necessitadas. Creio nesse misericordioso Nosso Senhor como se não guardasse rancor com essa brusca reação que abandona qualquer resquício de esperança.

No dia a dia de nossa existência vivenciamos até mesmo em muitas pessoas tão próximas de nós a presença de um Deus Bondoso que nos encoraja, estimula e atende aqueles pedidos do momento através de uma atitude solidária. E elas nunca se mostram ansiosas por serem reconhecias em seus atos meritórios, deixando de lado os rancores que poderiam demonstrar por serem atingidas e mal interpretadas.

Assim, quando tomamos conhecimento de uma pessoa simples, isenta de qualquer vaidade, que se relaciona gentil e humildemente com seu próximo, sempre disposta a perdoar os deslizes alheios, não guardando futuros rancores, ficamos nos imaginando como se estivéssemos diante de um Deus Bondoso, reverenciando sua inesperada e prestimosa companhia, uma graciosa bênção surgindo em nosso caminho.

Então nos vem a mente um fato ocorrido em 1982, quando participávamos da organização dos festejos comemorativos aos 40 anos da instalação do Departamento de Jaguarão do Instituto Porto Alegre e decidimos escrever uma carta aos leitores do Correio do Povo, na época coordenado por um desses Deuses Bondosos, o qual não hesitou de publicá-la na íntegra apesar do texto longo ocupando um valioso espaço.

Posteriormente fomos solicitados a buscar no arquivo do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa uma cópia de um artigo da escritora Rachel de Queiroz sobre sua estadia em Jaguarão, publicado na antiga revista O Cruzeiro, o qual foi enviado a seguir para o advogado Eduardo Alvares de Souza Soares que preparava na ocasião em parceria com outro ilustre conterrâneo a edição de “Olhares Sobre Jaguarão”.

E não é que este parceiro sugeriu a Soares a inclusão na 2ª. parte da referida obra versando sobre o Olhar dos Conterrâneos escritos de nossa autoria sobre os 40 anos de fundação do Ipinha jaguarense, um deles justo aquele que foi publicado no Correio do Leitor acima referido, o que permitiu a um mero desconhecido a honra de compartilhar um generoso espaço no lançamento em 2010 dessa importante obra.

A 13 de outubro último, somos privados do convívio com o amigo, conterrâneo e vizinho Sérgio da Costa Franco, a quem consideramos um Deus Bondoso na impressão que nos lega de extrema cordialidade e honradez de caráter, das quais sempre testemunhamos  nas mais variadas oportunidades.

sábado, 17 de setembro de 2022

AS SIMPLES TENTAÇÕES DO LIVRE ARíBÍTRIO



 A M A R G A   P E N I T Ê N C I A

 

Eu agradeço à cósmica consciência

Por colocar à prova todos meus pecados,

Testando minha miserável resistência

Em reconhecer estes caminhos errados

 

O livre arbítrio não me deu a prudência

De manter-me atento a tantos cuidados

Conforme expostos nos avisos de urgência

Sem nunca serem por mim sequer observados

 

Agora apenas me resta ter paciência

Para viver expiação dos condenados

Nas masmorras da sua eterna demência

 

Algum dia esperam inda serem libertados

Daqueles grilhões, no resto de sua existência

Tão penosamente de serem carregados.

 

José Alberto de Souza

POA, 18/jun./2022.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

SERIA UM MODO DE PRATICAR A COMPAIXÃO?


 

Em algum momento da nossa vida talvez

Nunca tenhamos demonstrado o bastante

Dessa irreverente e tamanha estupidez

Que nos vai revelar um caráter marcante

 

Em cruas atitudes, expomos a acidez

Dum comportamento nada edificante

Em que predomina a longa morbidez

Provocada pela indiferença gritante

 

Então vamos jogar nesta tão falsa altivez

Para uma encruzilhada mais preocupante

De superar obstáculos na robustez

 

Necessitada duma vontade pujante

Que nos é escassa nessa plena pequenez

Assim mostrada na verdade oscilante.

 

José Alberto de Souza

POA, 15/set./2022

segunda-feira, 6 de junho de 2022

AONDE CHEGAREMOS POR ESSAS ALAMEDAS ?


E S T R A N H O S   L I M I A R E S


Quanta gente sem querer vai se ver forçada

Indo buscar novos destinos, novos ares

Na esperança de alcançar arrancada

Mesmo tendo que singrar longínquos mares

 

Abandonando afetos nesta caminhada

Para serem trocados em outros lugares

Embora à custa daquela ideia sonhada,

Refletida nesses momentos singulares

 

Mas ainda em nossa memória estampada

Permanece ali brilhando nos olhares

Para qualquer lembrança a ficar marcada

 

Vamos chegando a estranhos limiares

Condenados que nem pobre alma penada

Em certos tempos de inimagináveis lares.

 

José Alberto de Souza

 POA, 21/MAIO/2022

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

ABRINDO A PORTEIRA PARA PASSAR A BOIADA

ERICO MACHADO - NOV./2021

 contos de beira d’água entre adeuses abraços

e jamais lágrimas de ampulheta

o tempo que passa na sombra da figueira

que já viu tanto encontro e tanta despedida

vivendo na orla do rio sempre de águas passadas,

novas histórias em cada partida

transcendem em cada encontro

folha que seca e cai adubando nova vida

conforto nos braços de pessoa querida

folha que voa e vai virar barquinho no rio

levando histórias para ir contando

de forma simples e gentil

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

EIS AI CERTO REENCONTRO SURPREENDENTE

Honrada e emocionada ao ser presenteada pelo próprio autor jaguarense com essa linda obra autografada.
Livro instigante devorado numa tacada só.
Amei sobretudo as reminiscências da nossa Jaguarão de outrora.
Aconselho a todas e todos que leiam essa e as outras obras de José Alberto de Souza.
Gratidão e sucesso, amigo!

Há poucos dias, recebi uma solicitação de amizade no facebook, oriunda de uma antiga conhecida virtual que já tinha acessado a edição digital de meu primeiro livro em 1989. Constatei com satisfação que se tratava da gentil Dileuza Souza Urtassum e não hesitei ao aceitar de imediato esse pedido, além de lhe enviar “Sem Medo de Parecer Nostálgico”, seleta histórica publicada em 2019.

E qual não foi minha surpresa ao me deparar com sua generosa apreciação postada em sua página do face, seguida de mais de cinquenta aplausos de seus seguidores. Devo dizer que tal repercussão me animou a proceder um lançamento exclusivo com distribuição gratuita daquela a todos que assim se manifestaram, o que ocorreu a 9 do corrente em dependências do Círculo Operário de Jaguarão.



Com o maestro Magno Patron, presidente da Sociedade Independente Cultural.


Com o poerta Martim Cesar e esposa,  Jorge Passos, outro poeta e o maestro Magno Patron.
 
Com o "ativista cultural" Carlos José de Azevedp Machado, o Professor Maninho.


Com minha sobrinha, a "ematerista" Ana Lecy de Souza Pacheco.

Com nosso grande amigo, o artista plástico Cleber Carvalho.


 Com Erico Pacheco Machaado, talentoso músico e poeta.

Com a empreendedora, nossa querida prima Quenia Lopez de Resem, 

Com Dª. Neiva Teixeira Vieira, esposa do vereador Paulinho Vieira.

Com a querida divulgadora e promotora da sessão privada de autógrafos Dileuze Souza Urtassum.

A presença simpática da amiga Tania Rondan.

Dª, Maria Gabriela Segovia, amável seguidora de Dileuze Urtassum.

Como diria o saudoso Mendes Ribeiro: "foi um privilégio ter estado em vossa companhia";

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

INSÓLITO ENCONTRO ENTRE DUAS GERAÇÕES

Ela era de família uruguaia

E estudava no Liceo de Rio Branco,

Mas residia em Jaguarão,

Onde seu pai jogava futebol

No Esporte Clube Cruzeiro do Sul.

 

Ele tinha familiares de origem brasileira

E frequentava o Colégio das Irmãs em Jaguarão,

Porém, morava em Rio Branco,

Onde o pai era funcionário da Casa Aspiroz.

 

Todos os dias poderiam se cruzar na linha divisória

Da Ponte Internacional Mauá,

Em que sempre se avistariam

E se acenariam amistosamente um para o outro,

Até o dia em que ela se tornaria famosa

Como a mais bela gaúcha ali nascida.





O PODER OBTIDO PELO CHARME DUMA DAMA

 



UM IRRESISTÍVEL CHARME

 

 Ela tem brilho pela atenção que chama,

A sua graça esbanja simpatia,

Certo fogo de pura paixão nos inflama

Discretamente, sem fazer qualquer alarme

 

Nem passa despercebido todo dia

Aquele olhar de encantadora dama,

Lançando a mais profunda energia

Que não espero agora venha dar-me

 

Sua calma serenidade já tem fama

De sempre agregar toda família

Sendo suficiente para educar-me

 

Nela se concentra assim qualquer forte rama

E até duvido, nesta companhia

Que alguém possa resistir tamanho charme.

 

                                                     José Alberto de Souza

POA, 15/DEZ./2021