segunda-feira, 11 de abril de 2011

Enfim uma charmosa cafeteria !!!

A Avenida José de Alencar que une a Praia de Belas com a Azenha, cruzando com o bairro Menino Deus de fora a fora, tem os seus ares de via cosmopolita que nada deve às principais ruas de qualquer metrópole do país. Ali se situam o Hospital Mãe de Deus, um dos mais importantes da nossa capital, a Igreja do Menino Deus e o Supermercado Nacional, construído onde era a Chácara das Camélias, denominação do antigo estádio de já extinto clube de futebol. Além disso, existem por lá inúmeros restaurantes e bares com mesas e cadeiras nas calçadas, diversas clínicas, laboratórios e centros médicos, e até postos de gasolina com lojas de conveniência atendendo dia e noite.
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Como resido perto dali, na outra principal avenida do bairro, a Getúlio Vargas, costumo circular pela região e confesso que me impressiono quando encontro velhos tipos conhecidos e revejo-os frequentemente como se estivesse numa comunidade interiorana. Só que pouco chego a privar da intimidade dessa gente. Parece até que todos se combinam - não se reconhecerem na rua para que os forasteiros não venham a sentir-se como chegados numa cidade pequena.
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Evidente que há exceções, como um baixinho, vendedor de carros usados, que faz ponto nas redondezas, sempre atencioso e de cumprimento fácil, cujo apelido Totonho vim a saber recentemente. E tem Paulão, um dos taxistas do ponto da Oscar Bittencourt, que esbanjava a sua camaradagem na Arvorezinha, tradicional padaria da esquina, hoje sucedida por uma loja de brinquedos. No Lepajan, um dos garçons, “seu” Dario, me fez tornar cliente cativo da casa, sem desmerecer os demais colegas, pelo atendimento cordial e personalizado, nunca dispensando o “chopinho amigo”.
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Até pouco tempo, existia no posto Esso da esquina da Getúlio Vargas uma lojinha que funcionava 24 horas e que batizamos como “nosso salão de convenções” para compartilhar alguns cafezinhos com velhos camaradas. Em frente, situava-se a Confeitaria Listo, aberta até altas horas da noite, inclusive domingos e feriados, com seu agradável “deck” coberto ao ar livre, atualmente substituída pela Cafeteria Divina Arte. Esta, porém, sem dispor de um horário mais elástico além de só atender em dias úteis como soe acontecer com a maioria dos estabelecimentos congêneres devido a uma provável insegurança noturna e pouco movimento no bairro Menino Deus.
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Semana passada, fui surpreendido por uma grata comunicação do amigo Gilberto Coutinho que me intimava a comparecer nessa Divina Arte a fim de ser integrado na Confraria promovida pela gentil Aline, todas as quartas-feiras à partir das 21 horas, no salão do restaurante dessa casa recentemente remodelada para acolher uma seleta freguesia. Ali estava o grupo musical composto pela cantora Carla, o violão e a voz de Claiton Franco, o cavaquinho de Chico Pedroso e a percussão de Carlos Alberto “Biá” Brito. Afora o “pocket show” inicial do cantor e compositor Claiton, o microfone corria solto sem maiores formalidades, à disposição daqueles que quisessem dar seu recado.
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Além da voz exuberante de Gilberto Coutinho, registramos a presença dos “canarinhos” Luiz Boelter, Marcelo Pereira e Fernando Corletto. Algumas damas se fizeram presentes, capitaneadas pela incansável Edith Souza, escondendo um talento reprimido. Saudamos essa corajosa iniciativa da jovem Aline e fazemos votos de que atinja plenamente seus propósitos, assegurando mais uma opção de entretenimento para a Velha Guarda de nosso bairro, tão carente de um elegante ponto de encontro noturno. E conclamos a todos apreciadores da boa música a prestigiar a quem aposta na tranquilidade do atendimento até altas horas.

3 comentários:

Jorge Passos disse...

Don José! Beleza de crônica sobre nossa capital! Esperamos conhecer o novo espaço cultural da Cafeteria Divina arte!

JASouza. disse...

HOJE FUI INFORMADO PELA ALINE QUE NAO HOUVE ACERTO PARA A CONFRARIA CONTINUAR NO DIVINA ARTE ESTANDO PREVISTO UM OUTRO TIPO DE PROGRAMAÇÃO NAS TERÇAS FEIRAS COM UM NOVO CONJUNTO MUSICAL (sambas e chorinhos).

Anônimo disse...

Tio fiquei com muita vontade de conhecer esse lugar. Deve ser um encanto pela forma como o senhor descreveu. Beijão.
Hilda