O antigo prédio foi demolido entre 1924 e
27, para a construção de 3 novas casas para os filhos do Ermenegyldo Correa,
último dono do sobradão, ou do Avenida Hotel. Que lástima o terem posto a
baixo, tenho algumas imagens dele e inclusive do mesmo já demolido. Ah, e ao
contrário do que algumas pessoas pensam, dele nada foi aproveitado, nem mesmo
da sacada para baixo, poderiam ter aproveitado parte do frontão para as 3 novas
casas, mas isso não aconteceu, elas foram feitas desde o chão por completo.
Na
frente dele, pela 20 de Setembro, tinha os portões em ferro trabalhado para a
entrada das caruagens e carros, que em Jaguarão já tinha bastante para a época.
E na parte inferior, "ouvi falar" que, havia uma especie de
escritório portuário, e que por fim, depois de uma grande cheia, mandaram
fechar suas portas inferiores com tijolos, isso pouco antes da demolição do
mesmo.
E a propósito, ele foi construído no tempo
de Jaguarão vila, ou seja, antes de 1855, e para mim, muito provavelmente ainda
nas calendas de 1840. Porque este hospedou vários ilustres operários que trabalhavam
na construção e finalização da Matriz.
Vista da Usina Termo Elétrica de Jaguarão -
Foto tomada desde a sacada do antigo sobrado de esquina: Av. 27 de janeiro com
Av. 20 de Setembro. Parece que na época teve alguma manifestação contra a demolição
da chaminé de tijolos, mas também existiam comentários naquele tempo de que a
mesma apresentava rachaduras. Desconheço a data precisa dessa foto, mas com
toda certeza esta antecede a década de 1930.
NOTA DO EDITOR: Elisângela Costa Barcellos "acendeu essa fogueira" em seu facebock "Olhares de Jaguarão", para que os incautos pulassem e dessem suas opiniões, destacando-se os esclarecimentos do autor, lançando as luzes do seu saber que evitaram muitas "queimaduras"...
NOTA DO EDITOR: Elisângela Costa Barcellos "acendeu essa fogueira" em seu facebock "Olhares de Jaguarão", para que os incautos pulassem e dessem suas opiniões, destacando-se os esclarecimentos do autor, lançando as luzes do seu saber que evitaram muitas "queimaduras"...
5 comentários:
Interessante todos os comentários. Muitos comércios existiram na beira do rio. Até pela proximidade do porto (cais ), - Mas com o surgimento da via férrea que desativou o porto e a praça das carretas, o comércio nesse local, morreu. Isso sem falar no risco das enchentes que eram devastadoras !!! Com isso o comércio arrastou-se mais para o centro da cidade.
Sei algumas passagens da história da nossa querida Jaguarão por ouvir contar pelos meus antepassados e através de livros que fazem referência ao assunto, mas confesso que ignorava muitas das informações surgidas neste proveitoso "debate", com tanta riqueza de detalhes e ilustrações. Parabéns aos estudiosos pesquisadores pela valiosa contribuição oferecida ao conhecimento das novas gerações.
Parabéns, Fabiano Roncato, pelos teus esclarecimentos e precisão de detalhes e datas que praticamente colocam uma pá de cal em todas essas controvérsias.
Para que se tenha uma ideia do valor antropológico dessas informações, devo dizer que, submetendo-as ao crivo de meu vizinho Dr. Sérgio da Costa Franco, historiador-mor de nossa cidade, este me falou que desconhecia a existência do referido prédio. Pois os jornais jaguarenses da época eram mais panfletários e destinavam suas pautas às divergências políticas entre facções.
Caro poeta das águas doces, vejo que a sua terra natal também passou por essa tragédia de demolição dos velhos casarões. Estamos em luta pelo tombamento dos que sobraram, aqui em Crateús. Salvei a foto do CASARÃO e vocês, belíssimo! Um abraço, JASouza, grande poeta.
Parabéns poetadasaguasdoces pela ampliação desta verdadeira aula. E a Elisangela pela oportunidade que vem possibilitando com sua página "Olhares de Jaguarão". Como podemos ver, além das perdas recentes (que costumamos lembrar): prédios dos atuais BB, Banrisul, Caixa e Hotel Sinuelo, percebemos que outros prédios também foram perdidos. Só que em outra época (no caso, antes de 1930). Por esta razão, ocasionou algumas interrogações, incluisive minhas. Por sorte, Jaguarão ainda mantém um acervo arquitetônico invejável, ainda de pé. O que levou ao tombamento nacional em 2011. Grande Abraço, JA Souza, nosso Tio Zezinho.
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