sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Para não dizerem que passei em ****** BRANCAS NUVENS ******

Carlos José Azevedo Machado, casado com a minha sobrinha Vera Lúcia Souza Pacheco, até pouco tempo como Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Jaguarão, por ocasião da I Feira Binacional do Livro realizada nessa cidade, intimou-me: “Ano que vem quero lançar um livro seu na II Febil”.

Aceito o desafio, empenhei-me em juntar alguns artigos postados nesse blogue e mais outros perdidos em nossas gavetas para formar um livro de crônicas que intitulei “Lá pelas tantas...” que o meu caro amigo Marcello Campos, jornalista da Rádio Guaíba, dispôs-se a projetar revisão, diagramação e confecção da capa, além de me brindar com um generoso prefácio. Profissional competente está ai, demonstrando sua versatilidade.

Enquanto Marcello executava essa tarefa nas horas disponíveis em sua jornada de trabalho intensivo, comecei a catar vários escritos de ficção de antes, durante e depois da participação na Oficina Literária do Professor Luiz Antonio de Assis Brasil, a maioria deles já postada em nosso blogue. Estabeleci então a meta de completar 96 páginas, para mim um número emblemático, múltiplo de oito, de fácil costura.

Procurei WS Editor, dirigida pelo escritor Walmor Souza Santos, também formado numa das oficinas do Professor Assis, apresentando-lhe os originais de “Para Não Dizerem Que Passei em Brancas Nuvens” a fim de que orçasse uma edição de 500 exemplares. Custo razoável, logo fechei o negócio e aproveitei toda infra-estrutura da editora que me proporcionou a revisão dos originais através da Profª. Maria de Lourdes Vernet Machado e a arte do capista Gustavo Demarchi, além de providenciar no local para lançamento da obra.

Para fazer o prefácio, convidei o grande amigo e escritor Fernando Neubarth, autor de “Olhos de Guia” e “À Sombra das Tílias”, que em 1983 me incentivava com um gentil comentário – “Aguardo o long play” – sobre um escrito meu publicado na revista Continente Sul Sur, do Instituto Estadual do Livro. Agora estou me dando conta do fato que este modesto livrinho reúne editor (Walmor), revisão (Maria de Lourdes), prefácio (Fernando) e mais o autor (Souza), um grupo de “oficinossauros” para encher de orgulho o nosso querido Mestre Luiz Antonio de Assis Brasil.

Nesta última quarta-feira, dia 13 de outubro, tive a felicidade e a honra de autografar os primeiros exemplares de “Para Não Dizerem Que Passei Em Brancas Nuvens” para um seleto grupo que compareceu, às 19h30min, no Centro Municipal de Cultura “Lupicínio Rodrigues”, aqui em Porto Alegre. Ali se fizeram presentes Luiz Ângelo Giacobbo e Antonio Roberto Arena, colegas do BRDE; minhas sobrinhas Lorena Brandt e Maria da Luz Magni; a secretaria executiva da nossa Associação de Aposentados, Regina Nunes; Marta, a jovem representante do Mestre; o amigo Carlos Bittencourt, acompanhado de seu filho Artur; com sua esposa, o meu “guru” Mauro Castro, colunista do Diário Gaúcho; o reumatologista Fernando Neubarth, e meus filhos Gilberto e Jerônimo, este em companhia de Marlene, sua colega do Cartório Eleitoral de Canoas.

Alguns convidados prometeram que deveriam me procurar no próximo lançamento, às 19h30min do dia 9 de novembro, na Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre. Já estou ansioso para receber e abraçar fraternamente todos esses companheiros, compartilhando com eles dessa imensa alegria, Afinal foram eles que sempre me deram o incentivo necesssário para concretizar este sonho acalentado durante mais de 20 anos como escriba bissexto.

15 comentários:

Anônimo disse...

Cumprimentos pelo sucesso do lançamento, Souza.
Dia 4 de novembro farei uma cirurgia, mas espero no dia 9 abraçar-te na Feira.
Abraços
Cabeda

Glênio Reis disse...

Zé, eu não tenho saído mais a noite e nem de dia a não ser ir no Mãe de Deus e na Gaúcha (as vêzes). Lamento não ter estado na noite tão importante do lançamento de teu livro. Parabéns!!!

Vera Lúcia Souza Pacheco disse...

Maszahhhhhhh!!!!!!! (como dizem os guris),tá chic heim, Tio??!!!!!!! Estou termimando um livro, se bem que já tô louca para começar a ler, acho que vou deixar o que estou lendo pra depois, bjs!

Anônimo disse...

Felicidades Zezinho Ve se guarda um pra mim.
Abraços Helena Zamora.

Helena Ortiz disse...

Parabéns, Souza.
Fico feliz com mais essa iniciativa que dá cor à nossa vida: a dedicação à literatura. Muitas alegrias com o livro, tantas como só ela pode dar.
Grande abraço!

Carlos José de Azevedo Machado disse...

Grande Tio Zezinho. Parabéns pelo Lançamento da obra aí em POA. Fica difícil pra mim, neste momento ir aí. Mas estou ancioso para o Lançamento na Feira Binacional do Livro aqui em Jaguarão. Já li a obra "Lá pelas tantas" e o sentimento foi o esperado. Entrei na obra, criei asas, fantástico. Entre contos e crônicas, ao estilo "Souza", entramos numa viagem por vários enredos. Fiquei curioso pra saber do paradeiro de alguns personagens de tua adolescência. Mas isso fica para um conversa, de preferência numa mesa de botequim. Jà quero me dedicar a outra obra "Para não dizer que passei em Brancas Nuvens". Grande Abraço. Maninho

Carlos José de Azevedo Machado disse...

"comentário 2": Faltou agradecer minha citação e dizer que o desafio aceito de fato foi realizado. Jaguarão fica agradecida, e principalmente os amantes da literatura. Grandes desafios são vencidos por grandes pessoas. Parabéns.

Anônimo disse...

Grande Mestre José Alberto de Souza,

Como escreveu seu sobrinhyo...mazbahhh tchê,uma pena não ter estado presente ao lançamento do seu livro. De qualquer forma, passando o final de semana com os filhos em Curitiba, tomo a liberdade de cumprimentá-lo mais uma vez.
E estou engajado na campanha - posso ser até seu coordenador (rsrsrsrsrs) - para vê-lo eleito Prefeito de Jaguarão, que espero logo conhecer.

Como dizem os queridos irmãos gaúchos, então uma apertado "quebra costelas" em tí "índio velho" pelo novo best-seller que está na praça.

Edemar Annuseck

Ronaldo Nieto Mendes disse...

José,

Cumprimentos pelo lançamento do teu livro.
Sinceramente desejo que tenha muito sucesso e felicidades junto a sua família.
Um abraço.
Ronaldo.

Tod(as) palavras disse...

livros em mãos, olhos percorrem cada linha de ambos....como alguém escreveu o "estilo Souza" instigando. grande abraço, e sim, dia 9 na feira para as assinaturas.
Fernando

Jerônimo Fagundes de Souza disse...

Um dos dois livros que meu pai lançou pela ws editor, reúne alguns contos já publicados em seu blog poeta das águas doces. Desencantando dulcinéia é um conto sobre aquilo que nós, da área do direito, chamamos de perda de uma chance...
Um compromisso para o natal narra o encontro de um coronel com um vagabundo uruguaio, que acha-se apaixonado por uma mulher.
Fora do ar trata das divagações de um desempregado relembrando seus tempos de funcionário enquanto é conduzido por um banco.
Desvio de rota lembra aquelas situações patéticas onde um homem pensa ter conquistado uma mulher estranha, mas se engana...
Teorema para quem gosta de filosofar nos diverte com as loucuras de uma mulher que tenta chamar a atenção do seu namorado.
Um caminhão marca ford em mau estado, quase auto biográfica, fala sobre um garoto órfão que tenta recuperar a sua herança paterna.
Um fado à francisco josé remete a uma canção que meu pai adora cantar, especialmente quando está tomando banho...
De como entrar num parafuso sem fim é um conto sem pontos sobre a paixão, que também não tem pontos pois é contínua e finita.
Cromossomos aborda a triste vida dos excluídos, com suas relações cruas, sem tempo para romances de gente rica e amenidades.
Naqueles tempos é o diálogo entre voltaire e descartes, não os escritores, mas sim seus equivalentes de quatro patas...
Afinal a solidariedade ainda existe toca na ferida da violência no trânsito brasileiro, dando crédito para os salvadores voluntários.
A dura rotina de um jornaleiro traz lembranças do jornal a folha, editado em jaguarão, no tempo dos clichês e entregas domiciliares.
Retrato antigo fala sobre velhos amores que nos perseguem mesmo quando tentamos retomar as nossas vidas e amar novamente.
Intermezzo mostra- nos como um deficiente físico pode ter uma vida normal, apesar de ser tratado como criança quase sempre...
As vesperais no trensurb ė um dos melhores contos, sobre um casal de idosos que namora nas estações do metrô.
Fada esfinge trata da decadência das famílias tradicionais, com suas mansões, restando apenas alguns sobreviventes em depressão.

Luiz C. B. Freitas disse...

Meu ex companheiro de trabalho e cabo eleitoral, que bom poder escrever e agradecer a sua lembrança, em dedicatória em seu livro de contos, "Para não dizerem que passei em brancas nuvens".
Saiba que temos ausência física, mas não espiritual, pois você é sempre lembrado. Estranho a sua ausência nos encontros da nossa AFBRDE.
Cumprimentos pelo belo trabalho cultural. Vou curtir bastante.
Freitas

Anônimo disse...

Prezado José Alberto
Fui apresentado ao seu trabalho pelo meu tio Glênio Reis, o qual o senhor bem conhece. Assim deixo meu comentário sobre o seu trabalho que tanto gostei.
A ponte estampada na capa deste "Brancas nuvens" liga dois países, mas seu livro agrega o mundo todo. Teu estilo é variado, tua visão do mundo é caleidoscópica. Convivem lado a lado a simplicidade de estilo e, até mesmo o fluxo da conciência ("De como entrar num parafuso sem fim"). Exemplo de um adjetivo que não cabe em seu rabalho: "monótono".
Um abraço do Luiz Antonio Barros sobrinho emprestado do Tio Glênio e modestamente membro da Academia de Letras de Niterói/RJ.

Anônimo disse...

Zé Alberto, comecei a ler o livro e já gostei muito da cronica do caminhãozinho Ford. Pois é meus bisavós saíram de jaguarão para fundar Guaporé, onde nasci. E eu não conheço jaguarão. Um abraço, Casarotto.

Anônimo disse...

Transmita ao nosso Presidente, Renato Peter100, e ao colega José Alberto, e p.q. não dizer...SOUZA,
os meus agradecimentos por lembrarem Meu Dia.
- Saí do "duplo 7". Entrando nos 78....já de manhã o Correio me entrega um Livro. Um presente que caiu do ceu. Percebí que meu niver não ficaria em brancas nuvens...Já de saida lí as 10 páginas mais curtas - a 20 - 30 - 38 - 40 - 44 - 56 - 64 - 82 - 86 e 94. Ou seja, no 1° dia lí 12% do Livro.
Meu Dia não ficou "em brancas nuvens"...
Aos colegas um grande abraço,
Viero