segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma fenix ganhando às alturas

Acreditamos que o talento seja uma maldição, pois diariamente presenciamos a batalha inglória daqueles que optam por realizar as suas potencialidades latentes, sacrificando a própria sobrevivência.
É bem verdade que alguns são bafejados pela sorte de serem descobertos em meio a uma diversidade de competências escondidas sobre o manto das generalizações.
Assim, interpretamos a consagração nacional de expoentes da nossa cultura, tais como Érico Veríssimo e Lupicínio Rodrigues, sem dúvida alguma detentores de indiscutíveis méritos, porém, sobrepondo-se a outros tantos que nada ficariam a dever-lhes caso tivessem a seu dispor uma divulgação mais eficaz.
O saudoso Jorge Costa, autor e intérprete de músicas de grande sucesso na sua época, como é o caso de Triste Madrugada, dizia-nos que o seu grande problema era o de morar no lugar errado – São Paulo – o que lhe acarretava deslocar-se ao Rio de Janeiro e esperar vários dias para encontrar Beth Carvalho, então fazendo temporada de shows pelo Brasil afora, obrigando-o a voltar sem conseguir o seu intento por não dispor dos recursos necessários.
Aqui em Porto Alegre, podemos citar o caso de Adylson Rodrigueiro, que vem fazendo um esforço sobre-humano para impor-se na sua carreira de poeta, compositor, músico e intérprete, e investindo além de suas posses para alcançar o seu objetivo.
Com o apoio do FUMPROARTE, já conseguiu editar o livro e CD – O Tecelão de Fantasias (1998) – onde apresenta composições próprias.
Na sala Álvaro Moreyra, do Centro Municipal de Cultura, apresentou o espetáculo Consciências, que teve a participação do grupo Entre Cordas e Acordes, com Chico Pedroso (cavaquinho), Guaracy Gomes (bandolim), Luiz Palmeira (violão 7 cordas) e Valtinho (pandeiro), bem como da cantora Marília Benites e mais o grupo Tribo da Vila constituído pela percussão de Álvaro, vocais de Daniela e violão, contrabaixo e vocais de Jerônimo Rodrigues, seu filho.
Em 2005, lançou a sua coletânea de MPB composta em Porto Alegre, intitulada Enxuga Teu Pranto, com a colaboração dos instrumentistas Marco Farias, Chico Pedroso, Silfarnei Alves, Fábio 7cordas, Valtinho, Marcelo da Cuíca e Paulo Goia – além dos discos temáticos Amantes e Pecadores (românticas) e Terapia de Malandro É Conversa de Botequim (sambas).
A sua obra pode ser considerada performática, poética e romântica, alegre e brejeira, com toques de crítica social, valendo-se de violão e voz - regional brasileiro (violões, cavaquinho, bandolim e percussões) – piano e voz – ou então quinteto (teclados, baixo, bateria, violão/guitarra e sopros, conforme o formato temático e rítmico.
VALE A PENA CONFERIR!
DUAS MÚSICAS DO NOVO CD DE ADILSON RODRIGUEIRO! SHOW DIA 29.OUT. QUINTA-FEIRA 20h
ALTOS DO MERCADO PÚBLICO - CENTRO - POA - RS
CLIQUE ABAIXO URL do MySpace:

2 comentários:

rodrigueiro-um poeta musical disse...

À generosidade desse grande poeta, compositor José Alberto, estudioso da boa MPB , calcada em sua admirável sensibilidade e bom gosto musical a sincera gratidão na estrófe de minha canção "NOITES BRASILEIRAS":"...nos bares, nas calçadas e nas ruas/ as madrugadas andam nuas/ sem serestas, sem violões... Poetas, seresteiros, cantores, será que acabaram-se os amores? O romantismo? As emoções? Não deixem nuas nossas madrugadas/ sem canções enluaradas/ sem boêmias ilusões..." Muito obrigado! Adilson Rodrigueiro

Glênio Reis disse...

OI, SOUZA.
MUITO BOM ESTE TEU ARTIGO JORNALISTICO. EIS UM LEGITIMO CRONISTA. ACHO QUE DEVERIAS DAR ATENÇÃO A TUA PÁGINA NO SITE DA GAÚCHA PARA VER O RESULTADO.
GREIS