domingo, 30 de março de 2008

Como entrar num parafuso sem fim

lá vem ela me enxerga se transforma fica linda e eu não tenho uma câmera para registrar a felicidade que ela transmite quando me vê nenhuma outra mulher no mundo se apura tanto quase corre querendo se atirar em meus braços que bom te ver eu também precisava tanto falar contigo eu também me beija nas faces que dia bonito dá vontade é sair de mãos dadas contigo não posso não fica direito vais pra lá eu também te lembras daquela vez que brincamos de roda faz tempo não muito ainda não esqueci mas como estás bem continuas a mesma menininha safada que mexia comigo dizendo que eu era um bocó que não gostava de namorar mas eu não queria me comprometer ficar enrabichado depois teu pai me perguntar qual era minha intenção sem que eu pudesse falar outra coisa que era a melhor possível e logo tua mãe na sala fazendo croché na cadeira de balanço vigiando a gente segura a tua mãozinha não pode faz cosquinha no sovaco vê só que atrevimento te manda moleque onde já se viu faltar o respeito com moça de família não ontém não dava pé hoje pode dar ela quase se encosta eu tenho vontade é de passar o braço nos seus ombros pergunto com meu olhar responde com seu gesto esfregando sua coxa na minha mão me excita me deixa todo corado de mão num bolso que coisa louca nunca vi nada igual até acho que ela deve gostar de mim

4 comentários:

Anônimo disse...

Querido Souza....siempre leo tus historias y comentarios, y me daba verguenza no responderte.....me daba, por que estoy acá te acompañando y queriendo participar de estas innúmeras historias de un poeta que flota....flota....y es leve como una pluma.

Fabio

andyze disse...

Amigo Souza,
Quero dizer que acompanho a página sempre, e admiro - e muito - essa tua cruzada quixotesca em defesa da cultura.
Mesmo não me manifestando, podes ter certeza que louvo o que fazes e caminho da tua mão nos diversos rumos literários/musicais/históricos que indicas... afinal, 'os pássaros de mesma plumagem procuram voar juntos'.

Abraço
Martim César

Fernando Rozano disse...

deliciosa história em que realidade e ficção se misturam em uma linguagem de tirar o fôlego, e a leitura é imediata. belíssimo texto, José Alberto. abraços.

Anônimo disse...

Oi Souza
É a realidade dos tempos dos flertes, dos namoros com os pais juntos (fazendo sala). Era bem assim.
Abraços
Diná