quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Alcides Gonçalves - o grande esquecido (I)

...antes de adoecer, queria realizar um último desejo – promover a Noite da Grande Seresta, no Teatro São Pedro, em Porto Alegre, convidando compositores e intérpretes brasileiros. Não deu tempo. O destino é caprichoso; foi injusto mais uma vez. Mas quem sabe se os amigos gaúchos, companheiros de boemia e noitadas memoráveis; quem sabe se eles não organizarão, mais tarde, uma grande seresta e dedicarão esta serenata ao artista sensível e humano que escreveu tanta coisa bonita, ao parceiro esquecido no repertório de Lupicínio, ao pianista e cantor que, queiram ou não, entrou para as páginas da história da música brasileira e entrou com uma obra notável, onde ninguém pode apontar o que é mais belo – Cadeira Vazia, Quem Há de Dizer, Maria Rosa ou Castigo... (in Nosso Domingo Musical, programa produzido por Paulo Tapajós, do Centro Brasileiro de Rádio Educativo Roquete Pinto, com narração de Cid Moreira).
Pouquíssimas pessoas sabiam ao certo do ano de nascimento de Alcides Gonçalves – 1908 – mesmo entre aqueles que se costumavam reunir para festejar a sua data natalícia – 1º de outubro – e muitos até desconheciam sua naturalidade – Pelotas – tal o seu apego e o seu amor por esta Porto Alegre que o adotou. Porém este véu de mistério viria a ser desvendado quando nossos veículos de comunicação obrigaram-se a registrar seu necrológico, resultante de seu falecimento – a 9 de janeiro de 1987 – nesta terra que escolheu para viver seus últimos dias.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi tio
Fiquei lisonjeada com o último artigo do blog. me senti importante. Acompanho sempre todas as publicações que estão cada dia mais interessantes. Tenho tido a oportunidade de perceber um outro olhar sobre Jaguarão e também sobre o senhor e a sua vida que pouco tive contato anteriormente.
Agora entendo minha veia boêmia além da influência do meu pai. Parabens e obrigada por me brindar com estas pérolas que só o senhor sabe. Beijos
Hilda
P.S.: Não considere isso uma "rasgação de seda", pois é uma sincera declaração do que sinto.